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Drones transportam amostras biológicas em ‘Avenida Aérea’ em Salvador

Por: Daniela Saragiotto . 28/02/2023
Inovação

Drones transportam amostras biológicas em ‘Avenida Aérea’ em Salvador

Aeronaves realizam piloto coletando testes do pezinho e exames toxicológicos na capital baiana

3 minutos, 16 segundos de leitura

28/02/2023

Por: Daniela Saragiotto

drone sobrevoa praia de jaguaribe transportando amostras biologicas
Sobrevoo na Praia de Jaguaribe faz parte do trajeto dos drones. Foto: Divulgação Speedbird Aero

Desde meados de fevereiro, drones têm coletado amostras biológicas de laboratórios e de um hospital de Salvador (BA) e transportado para o local da análise, na cidade de Lauro de Freitas.

Dessa forma, o novo processo tem agilizado em cerca de 30 minutos o tempo de envio, de acordo com os responsáveis.

O projeto ainda está em fase de testes e é resultado de uma parceria entre o Grupo Pardini, especializado em medicina diagnóstica, e a Speedbird Aero, que fabrica e opera as aeronaves.

A rota em que drones transportam amostras biologias é considerada a maior percorrida pela empresa por esse tipo de aeronave.

Leia também: Saiba por que os drones representam o futuro da logística

Como é o percurso

A rota conta com três pontos de pouso e decolagem e modal complementar de coleta e entrega – por motocicleta – para levar as amostras até o destino.

Neste momento, as amostras biológicas transportadas são testes do pezinho e exames toxicológicos.

As amostras recolhidas a cada dia de testes são de pacientes de quatro laboratórios e de um hospital na capital baiana.

‘Avenida Aérea’

O drone decola da região do Mercado do Peixe, no Rio Vermelho, já com algumas amostras, com seu primeiro pouso no Jardim dos Namorados, onde recebe novas materiais.

Na sequência, a aeronave vai para a Praia de Jaguaribe, onde os materiais biológicos seguem por terra para a cidade vizinha de Lauro de Freitas.

Segundo as empresas, o percurso por drone economiza cerca de 30 minutos e percorre 8 quilômetros a menos na comparação ao trajeto por veículo terrestre.

“Os testes foram bem-sucedidos. Temos agora que continuar focados e voando, mostrando a eficiência e a segurança deste modal, para continuarmos avançando junto aos órgãos fiscalizadores e eliminando restrições como sobrevoar ruas, residências e pessoas”, diz Cléber Miranda, gerente corporativo de Logística do Grupo Pardini.

De acordo com ele, a parceria também trabalha para aumentar a autonomia das aeronaves e passar a transportar, também, outros tipos de materiais biológicos.

A rota ainda é temporária, mas pode se tornar fixa a depender dos resultados dos voos experimentais e do estudo de viabilidade logística e financeira.

Regras e protocolos de segurança para essa nova atividade também estão sendo definidas ao longo do processo.

Agência reguladora

O projeto tem sido executado há três anos e, atualmente, está em fase de aprovação final pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Nos voos realizados até o momento, conseguimos a redução de até 92,5% no tempo de transporte. Mas nossa expectativa é de reduzir em média 70% no tempo quando utilizado os drones”, diz Miranda.

Agora, Pardini e Speedbird estão na etapa de testes de campo para obtenção do Certificado de Aeronavegabilidade Especial (Caer) para Aeronave Remotamente Pilotada (RPA).

De acordo com a Speedbird, o certificado é necessário para que as aeronaves realizem os chamados voos de drones fora da linha de visada do piloto ou de um observador remoto.

O Caer permitirá voos automatizados e monitorados pelo operador até 120 metros em relação ao nível do solo.

Cada minuto conta

De acordo com o gerente do Grupo Pardini, além da redução no tempo de trajeto, o serviço possibilita aumentar a disponibilidade ou a frequência do transporte.

Ou seja, pode haver redução no tempo que as amostras ficam paradas aguardando o transporte para as unidades produtivas da empresa.

“Isso é extremamente importante para alguns nichos do nosso negócio, como o atendimento hospitalar, onde cada minuto é importante para ajudar os médicos a tomar decisões mais rapidamente, colaborando com a saúde dos pacientes”, finaliza o gerente de logística do Grupo Pardini.

Leia também: Drones: o céu e a segurança são o limite

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