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Mobilidade para quê?

Em tempos de alta dos combustíveis, gestão de abastecimento é prioritário

Mercado dispõe de ferramentas que ajudam o transportador ter total controle sobre o consumo da frota na bomba

3 minutos, 20 segundos de leitura

24/01/2022

Por: Décio Costa

abastecimento em posto
Com o avanço da tecnologia e da conectividade, o gestor tem à disposição diversas ferramentas focadas exclusivamente na gestão do abastecimento de combustível. Foto: Getty Images

Os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis têm tirado não só o sono do gestor de frota quanto rentabilidade das empresas de transporte. O diesel, por exemplo, que chega a representar entre 40% e 50% nos custos operacionais do transporte de carga sofreu dez aumentos em 12 meses em 2021. 

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), no ano passado o combustível registrou aumento de 46,8% sobre o ano anterior. O preço médio nas bombas na última semana de dezembro era R$ 5,33 o litro contra R$ 3,63 no fim de 2020.

Ao transportador, portanto, cabe se proteger com frota com manutenção em dia, pneus em ordem, motorista bem-treinados e, em especial, rígido controle no consumo de combustível. Afinal, gestão de abastecimento vai além da administração dos gastos e veículos, envolve pessoas que os conduzem. 

Cartões abastecimento podem garantir melhores preços

Atualmente, com o avanço da tecnologia e da conectividade, o gestor tem à disposição diversas ferramentas focadas exclusivamente na gestão do abastecimento. Em linhas gerais, os chamados cartões abastecimento são os mais usuais. A farta oferta, no entanto, merece olhar mais atento antes de optar pela solução.

De maneira simplista, os cartões abastecimento funcionam com um cartão pré-pago, no qual a empresa carrega valores, mas com outras vantagens. Alguns modelos reúnem funcionalidades capazes de identificar desperdícios ou mesmo eventuais desvios de combustível, por meio de monitoramento das rotas e emissão de relatórios. 

“Benefício que se deve levar em conta são parcerias que muitos cartões possuem com rede de postos de combustível, o que garante ao transportador melhores preços na bomba”, lembra Fausto Oliveira, consultor de logística. “O uso do cartão também aprimora processos, o abastecimento é automatizado, o motorista não tem de se preocupar com notas para comprovar gastos e evita fraudes com a identificação do ponto de abastecimento.”

Contratar pacote de serviços ajuda a controlar melhor os gastos

Ainda segundo o consultor, na hora de optar pelo cartão vale observar o tamanho da rede de postos credenciados, bem como se operadora também oferece plataforma digital, afinal, smartphones praticamente já carregam a vida e os negócios. “Outro ponto é entender a entrega dos relatórios. Eles devem proporcionar detalhamento preciso e visualização rápida a respeito dos valores gastos por litro, por mês e por ano.”

Cabe ainda avaliar, se for o caso, pacote de serviço oferecido. Vários cartões incluem itens de conveniências como assistência 24 horas em caso de pane ou acidente, manutenção mecânica, lavagem do veículo, descontos em peças ou até mesmo a possibilidade de pagamento de despesas além do abastecimento de combustível.

Na esteira de startups, outras soluções de gestão de abastecimento têm surgido. Um bom exemplo é o da gaúcha CTA Smart. A empresa desenvolveu sistema de controle de abastecimento para frotistas, no qual reúne hardware e software próprios.

Informações são registradas em nuvem 

Um controlador específico é instalado na bomba de combustível que impede uso não autorizado. Ao mesmo tempo, o dispositivo funciona como identificador do usuário que registra motorista, frentista, veículos, quilometragem e quantidade de combustível abastecida.

Conectado à internet, ao fim do abastecimento, o CTA Smart carrega todas as informações em nuvem, tornando-as disponíveis a qualquer tempo a partir de qualquer dispositivo.

A solução se mostra mais adequada às empresas que possuem o próprio sistema de abastecimento, como grandes transportadoras de carga e passageiro, bem como para operações confinadas, a exemplo de setores da mineração e sucroalcooleiro.

Atualmente, apenas no segmento de transporte de carga, a companhia computa mais de 80 milhões de litros de diesel controlados por ano em 200 pontos de abastecimento.

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