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Meios de transporte

Estudo projeta queda de 15% no mercado de autopeças

Segundo estimativa da consultoria responsável pela pesquisa, retração no setor seguirá até 2025

Daniela Saragiotto

24/06/2020 - 1 minuto, 45 segundos


Autopeças-freepik
Pesquisa projeta queda na venda de peças para veículos novos por conta da pandemia. Foto: Freepik

O segmento de autopeças também será fortemente prejudicado pela pandemia provocada pelo novo coronavírus. Essa é a principal conclusão de um estudo recente feito pela Bain & Company sobre esse mercado, que mostra que, para este ano, a queda nas vendas será em torno de 15% e que o setor não irá se recuperar totalmente até 2025.

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A projeção da consultoria, que não inclui a China, é que o mercado de autopeças tenha entre 2021 e 2025 uma variação negativa entre 4% (2023) e 8% (2021). Os maiores impactos ocorrerão no segmento de equipamentos originais de fábrica.

Carlos Libera, sócio da Bain & Company: “A crise vai afetar especialmente a venda de carros novos, onde essas peças são utilizadas.”

Mudança nos hábitos

De acordo com a Bain & Company, esse resultado é decorrente do novo comportamento dos motoristas: com o isolamento social e o medo de contágio pela covid-19, as pessoas passarão a transitar em pequenas distâncias e a dirigir menos, buscando por regiões mais próximas de suas residências.

Esse comportamento deve permanecer pelos próximos anos. Desta forma, haverá diminuição na movimentação dos veículos, exigindo, dessa forma, frequência menor de manutenção para seus veículos.

Oportunidades

O estudo da Bain & Company mostra que as empresas precisarão investir em comunicação, fidelização do cliente e oferecer serviços adicionais para reconquistar o mercado. Algumas das medidas mencionadas são preços competitivos, revisões gratuitas em veículos, contratos de serviços de longo prazo e extensão das garantias.

Para sobreviver no pós-pandemia, a pesquisa recomenda que os empresários se preparem para novas formas negócios, em um mercado ansioso por giro de caixa, aumentando da capacidade produtiva e manutenção dos níveis de estoque e de pessoal. “Esperamos que ocorra um movimento de menor dependência de cadeias de suprimento globais, especialmente a China. Nesse contexto, o Brasil pode se aproveitar para aumentar a produção para exportação a alguns países”, completa Libera.

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