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Mobilidade para quê?

Levantamento realizado em sete capitais mostra o futuro da mobilidade no Brasil

Levantamento realizado em sete capitais mostra o futuro da mobilidade no Brasil

22/09/2020 - 2 minutos, 20 segundos


pessos atravessando a rua
Foto: Getty Images

Durante uma semana, mais precisamente entre 14 e 21 de agosto, o aplicativo Moovit realizou uma pesquisa com 9.500 usuários para entender como a covid-19 impactou a mobilidade urbana e quais são os cenários para o futuro da mobilidade nos próximos seis meses nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Fortaleza.

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 “As opiniões dos usuários do Moovit reforçam a relevância do transporte público, e o indicativo de queda é um sinal para operadores e para o poder público. Se os passageiros não se sentirem seguros por conta da pandemia, buscarão outras opções. O crescimento do uso de carros particulares e de app de carona é um forte indício disso”, diz Pedro Palhares, gerente-geral do Moovit no Brasil. “Essa pesquisa fará parte de um relatório do Moovit e foi realizada em outros dez países”, acrescenta Palhares.

Destaques dos números do futuro da mobilidade do Brasil:

Transporte público é a principal escolha dos usuários para se locomover. Porém, há uma expectativa de queda de 15% na preferência na média brasileira para os próximos seis meses. A maiores quedas estimadas são em Fortaleza (-22%) e Porto Alegre (-26%).

O uso de carros particulares e de serviços de caronas compartilhadas se multiplicou nessas duas cidades, às vezes por cinco.

Trajetos a pé se tornaram mais frequentes em todas as cidades, mas devem diminuir para níveis pré-pandemia em seis meses. O uso de bicicleta dobrou, e se manterá no mesmo nível no futuro próximo.

Em São Paulo, qual a principal maneira de se locomover antes da covid-19, durante a pandemia e em seis meses:

Há uma queda de 10% na preferência por transporte público, que deve se manter após a pandemia, segundo os usuários do Moovit. Há cinco vezes mais pessoas usando corridas compartilhadas.

As caminhadas dobraram desde o começo da pandemia, mas voltarão para níveis pré-covid 19 em seis meses.

O que faria os paulistanos usarem mais o transporte público após a pandemia de covid-19:

Aumentar a frota disponível para que os veículos fiquem mais vazio é a resposta de 74% dos entrevistados. O que querem informações mais precisas sobre quais linhas estão operando somam 39%.

Dos paulistanos entrevistados, 33% quer regras para distanciamento social no transporte público, para usar mais o transporte público após a pandemia.

Por que a preferência pelo transporte público em São Paulo:

Para a maioria, 45%, transporte público é a única opção de locomoção. Já 36% estão mantendo a preferência de antes da pandemia, apenas. Enquanto outros 12%, escolhem o transporte público por ser mais barato.

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