Mobilidade para quê?

A próxima onda da nova mobilidade brasileira

Carsharing, energia solar, blockchain e créditos de carbono formam a próxima onda da nova mobilidade brasileira

2 minutos, 42 segundos de leitura

14/07/2021

carros elétricos
Mobilidade urbana eficiente com uso de veículos elétrico é um dos pilares do futuro sustentável do País. Foto: Getty Images

“A new mobility, ou a nova mobilidade brasileira, termo usado no ecossistema de soluções tecnológicas para cidades, vem crescendo, exponencialmente, em diferentes setores da economia, principalmente o automotivo. Os impactos desse big bang elétrico são avassaladores. Como piloto da Fórmula E e entusiasta da eletromobilidade, Lucas Di Grassi cita, em seu último artigo, Chegou a vez do Brasil ser protagonista global, três pontos fundamentais para o futuro sustentável do Brasil:

  1. investimento em energia solar fotovoltaica;
  2. mobilidade urbana eficiente com uso de veículos elétricos, etanol e micromobilidade;
  3. créditos de CO₂ salvando a Amazônia e gerando riqueza à população ao utilizando tecnologia de ponta.

O Brasil vem dando respostas positivas pós-pandemia. Nunca se vendeu tantos carros elétricos num período tão curto de tempo: até junho de 2021, o volume de vendas foi 30% maior que no mesmo período do ano passado. Outras conquistas foram os avanços tecnológicos e regulatórios.

Na cidade de São Paulo, a Lei 17.336, em vigor desde março de 2021, obriga os novos empreendimentos imobiliários, comerciais e residenciais a serem entregues com pontos de recarga e energia limpa para veículos elétricos e híbridos. Isso possibilitará a expansão de serviços de carsharing e assinatura de veículos elétricos em condomínios comerciais e residenciais.

Outros pontos positivos da transição energética para a descarbonização da economia são a adesão de vários Estados à isenção do Imposto de Importação (que era de 35%) e a redução do IPI de carros 100% elétricos, de 25% a até 7%.

Novos recursos para a preservação

E a narrativa tecnológica ESG (sigla de environmental, social and governance, ou ambiental, social e governança) da nova mobilidade chegou ao blockchain com a Moss.Earth e seu token de carbono (MCO2) no mercado bitcoin, novo unicórnio brasileiro de negociação de bitcoins e criptomoedas.

O ativo foi o mais negociado da história da plataforma, com um volume de mais de R$ 10 milhões, nas primeiras 24 horas. As 2 milhões de toneladas em criptoativos são equivalentes a um valor de mercado de US$ 36 milhões, e serão comercializadas por grandes empresas e diversas pessoas para compensar suas pegadas de CO₂, gerando milhões em recursos para projetos de preservação da Amazônia.

O potencial total do Brasil é de 1,5 bilhão de créditos, equivalentes a US$ 15 bilhões. Isso representaria acréscimo de 1% no PIB do Brasil nos próximos dois anos, o que é incrível.

Surfando na onda da eletrificação, a ZFlow, tech company brasileira fundada por Sylvio de Barros, criador do Webmotors e do iCarros, fez um aporte de mais de R$ 100 milhões na 77sol, marketplace de soluções de energia solar, e na UCorp.app, startup referência em tecnologia para compartilhamento de veículos elétricos.

Juntas, elas compõem um ecossistema GreenTech de tecnologia e digitalização da jornada de compra e venda de veículos elétricos, que contará também com uma rede de eletropostos para carregamento e carsharing em condomínios residenciais, seguindo as tendências de mercado com mobilidade eficiente, conectada, eletrificada e compartilhada.”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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