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Márcio Canzian

Diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (Abve) e CEO da Eletricz, empresa especializada na distribuição de veículos elétricos portáteis.

Mobilidade para quê?

Mercado de micromodais usados: boas oportunidade ou ciladas?

A recente tração do mercado brasileiro dos micromodais elétricos, como patinetes, e-bikes e monociclos, vem desenvolvendo um novo nicho de equipamentos usados. E existem boas oportunidades à venda. Confira, a seguir, alguns cuidados para não cair em ciladas

30/03/2021 - 3 minutos, 5 segundos


aluguel de micromodais
Foto: iStock

PROCEDÊNCIA

Nota fiscal e nacionalização são importantes para ter acesso à garantia de fábrica. Um produto sem origem poderá ficar sem o atendimento técnico e a reposição de peças poderá ser difícil e custosa. Uma carta de transferência do bem garante a posse ao novo comprador e é necessária para fazer o seu seguro.

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HISTÓRICO

As lojas, em geral, têm o histórico do veículo que passou pela oficina. Esse dado ajuda a entender serviços recorrentes e auxilia na decisão da compra. Se o equipamento nunca esteve numa autorizada, é importante que o vendedor relate ao comprador as possíveis manutenções anteriores. A sinceridade nessa relação é essencial.

SITUAÇÃO DO EQUIPAMENTO

É importante observar a condição estética do veículo. Se houver muitas marcas de batidas, danos nas carenagens ou rodas tortas, pode evidenciar mau uso. Sem manutenção, esses danos podem afetar partes vitais, como motor, bateria e placa controladora. O mais indicado é revisar o veículo na autorizada antes da compra.

QUILOMETRAGEM

A maioria dos modais elétricos tem algum tipo de registro, muitas vezes por um app, em que é possível conferir essa informação. E ela diz muito sobre a vida do equipamento. No caso dos monociclos, por exemplo, algum que tenha até 3 mil quilômetros é considerado relativamente novo. O estado do pneu também dá pistas sobre a quilometragem do aparelho; porém, nem sempre é decisivo, já que o consumo dele depende do tipo de pilotagem do condutor. Um pneu dura, em média, de 3 mil a 5 mil quilômetros.

REVISÃO

Uma oficina autorizada tem condições de realizar a revisão completa, desde a abertura do equipamento até a verificação de pontos de oxidação, pontos de vedação, avaliação da bateria etc. No caso da bateria, normalmente, é realizado um teste para descobrir se a tensão está adequada e carregando 100% as células. Mas não é possível aferir com precisão o tempo de vida restante da bateria usada. Há sempre a possibilidade de um item como esse apresentar defeito no dia seguinte à compra. Faz parte do risco.

PREÇO

É preciso bom senso de quem está vendendo um usado. Quanto mais desgastado ele estiver, menor deve ser o seu preço, sobretudo se estiver fora da garantia. De largada, em geral, o preço de um seminovo deve estar 20% abaixo do preço de tabela (à vista) do modelo zero-km. A partir daí, o preço pode cair mais em função do estado de conservação. E, quanto mais parecido seu preço for com um modelo novo da loja, menos interessante ele fica, pois, entre outras coisas, um zero-km tem garantia de fábrica e mais facilidade de pagamento na hora da compra.

ANÚNCIOS

Existem ofertas de usados em diversas plataformas. OLX, Mercado Livre e alguns grupos no Facebook, como o “Tribo Elétrica Classificados”, disponibilizam espaços. Porém, é necessário ter muito cuidado com os golpistas. Não faltam histórias de envios de caixas vazias ou com pedras onde deveria estar o equipamento. Duvidar de ofertas tentadoras e só concluir o pagamento depois de se cercar de garantias de envio são mandatórios no ambiente online.

NEGOCIAÇÃO

A forma de pagamento e a entrega do produto são pontos de atenção, especialmente quando se trata de um equipamento a ser despachado. Há sempre a insegurança de pagar antes de receber. Se não é possível fazer isso pessoalmente, a forma mais segura é optar por alguma plataforma que garanta o chargeback (dinheiro de volta) em caso de não cumprimento da parte vendedora.

Future-se.


Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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