Voltar

Embaixadores

Marcello von Schneider

Diretor da divisão de ônibus e caminhões elétricos da BYD Brasil

Mobilidade para quê?

Nacionalização de componentes e fabricação no País estimulam mobilidade elétrica

Nacionalização de componentes e fabricação de chassis contribuem e estimulam a mobilidade elétrica no país.

24/11/2020 - 2 minutos, 27 segundos


Nacionalização de componentes estimula mobilidade elétrica
Foto: Getty Images

Os dois principais projetos do País que tangem a eletrificação de frotas são exemplos bem-sucedidos de políticas públicas voltadas à transformação verde na mobilidade.

Leia mais:
A transformação verde na mobilidade
Bikes se fortalecem como alternativa de transporte
América Latina e as transformações na sua mobilidade

A nacionalização de componentes, a fabricação no Brasil de chassis e pontuais incentivos fiscais contribuem, positivamente, para o avanço do processo de eletrificação da mobilidade no Brasil. Esses três eixos têm sido fundamentais para viabilizar a produção em escala de ônibus elétricos, permitindo a redução de custos para estimular a demanda crescente de operadores de transporte, prefeituras e Estados da federação.

Nesse sentido, o Brasil passou a contar, desde agosto, com a primeira fábrica, montada no Polo Industrial de Manaus (PIM), dedicada à fabricação de baterias de fosfato de ferro-lítio (LiFePO4), inicialmente voltada aos chassis de ônibus 100% elétricos. Ao todo, foram investidos R$ 15 milhões no projeto. Construída em um terreno de 5 mil metros quadrados, olha para o futuro. Iniciou operação com capacidade de produção de até mil baterias por ano, mas pode ser ampliada exponencialmente.

Juros Baixos

Avançar na nacionalização de componentes também tem sido muito importante para que a crescente produção brasileira possa ser enquadrada no Finame, que permite financiamento a juros baixos e a longo prazo. O financiamento é fundamental para a equação financeira dos elétricos, que ainda partem de um valor inicial superior aos convencionais a diesel, mas que, a longo prazo, ganham vantagem com o custo operacional até 70% menor e uma vida útil maior que a dos veículos a combustão.

A produção nacional de veículos elétricos comerciais também se torna ainda mais relevante com incentivos legais ou fiscais. Os dois principais projetos do País que tangem a eletrificação de frotas – o da cidade de São Paulo, com 18 ônibus elétricos, e o de São José dos Campos (SP), que terá o primeiro corredor verde do Brasil, com 12 ônibus articulados 100% elétricos – são exemplos bem-sucedidos de políticas públicas voltadas à transformação verde na mobilidade. 

Plano diretor

A Prefeitura de São José dos Campos decidiu apostar no Transporte Rápido de Massa com veículos 100% elétricos com base em um planejamento urbano desenvolvido em consonância com as diretrizes do plano diretor, com metas claras e objetivas de sustentabilidade.  São Paulo iniciou seu processo de eletrificação graças à Lei do Clima. A partir da promulgação da Lei 16.802/2018, a cidade está adotando medidas para atingir as regras da lei, que exigem a redução de 10% na emissão de poluentes locais (MP e NOX) e do efeito estufa (CO2), e, nesse sentido, a eletrificação tem sido um projeto muito bem-sucedido. Um ônibus 100% elétrico emite zero gases poluentes e, sendo assim, pode se tornar a forma mais eficaz na luta por um ar mais limpo e cidades menos poluídas.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

De 1 a 5, quanto esse artigo foi útil para você?
Quer uma navegação personalizada?
Cadastre-se aqui
0 Comentários

Você precisa estar logado para comentar.
Faça o login