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Mobilidade para quê?

Plataformas reúnem ecossistemas de cidades, mobilidade e transporte aéreo

Objetivo é conectar setores, ampliar debates e promover projetos para reduzir impactos da pandemia

30/03/2021 - 2 minutos, 47 segundos


Plataformas reúnem ecossistemas de cidades, mobilidade e transporte aéreo
Imagem: iStock

A partir da covid-19, o conceito “ninguém faz nada sozinho” ganhou ainda mais relevância nos negócios da Necta. Com uma estrutura desenhada para promover sinergia entre os segmentos do setor público e privado, a empresa tem viabilizado conexões com os atores dos ecossistemas em que atua. Nesse contexto, a companhia reunirá, entre os dias 1o e 3 de setembro de 2021, os setores de cidades, mobilidade urbana e transporte aéreo, por meio do Connected Smart Cities & Mobility e do AirConnected, que acontecem em formato independente e simultâneo.

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“Com base na nossa interação com o mercado e os nossos parceiros e clientes, sobretudo os que atuam nas três frentes, entendemos que o formato amplia o alcance da pauta e gera um ambiente colaborativo e de troca de experiências, o que é bem importante neste momento tão desafiador”, comenta Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, e embaixadora da Mobilidade no Estadão.

“Também levamos em consideração as iniciativas a partir da pandemia e que, inevitavelmente, teremos que repensar o desenho das cidades, considerando a mobilidade corporativa, principalmente. A nossa proposta é envolver os setores na busca de soluções efetivas e sustentáveis”, diz.

Temas compartilhados

No contexto das cidades, as tendências na mobilidade serão amplamente debatidas. Willian Rigon, diretor comercial e de marketing e sócio da Urban Systems e do Connected Smart Cities, ressalta: “Um destaque do Connected Smart Cities foi ter gerado o Connected Smart Mobility, que, apesar de fazer parte do ecossistema das cidades, tem uma infinidade de desdobramentos que merecem atenção e planejamento inteligente”.

Rigon também pontua que pensar esses ecossistemas de forma compartilhada permite mais integração e assertividade. “O aeroporto, por exemplo, deve ser integrado ao desenvolvimento urbano inteligente, considerando as restrições e oportunidades que gera, evitando problemas como o de Congonhas (SP), em que a cidade cresceu sem atenção a esse importante ativo, e que impacta na operação. É necessário criar um planejamento conectado entre os operadores ou concessionários, o Poder Público e a sociedade civil.”

Repensando os ecossistemas

Dados coletados pela Organização das Nações Unidas (ONU) antes da pandemia estimam que, em 2050, cerca de 70% da população mundial deverá estar concentrada nas cidades. Mas o Brasil destoa desse cenário e, hoje, já concentra mais de 82%, com previsão de, em 2030, atingir 90% da população nas cidades.

Focando na mobilidade, Elias de Souza, sócio da Deloitte no Brasil, chama a atenção para a mobilidade multimodal e as necessidades das pessoas nas cidades. “A pandemia tem provocado tendências da migração de pessoas para regiões menos adensadas. Essa mudança não diminui a população urbana, mas exige que o projeto de mobilidade seja repensado com base nessas novas necessidades.”

Souza acredita que a integração do transporte aéreo à mobilidade ainda está distante. “O setor é importante e pode ser integrado, mas merece uma reflexão a partir das mudanças que estão acontecendo.”

O futuro

No contexto do transporte aéreo conectado à mobilidade, o AirConnected abordará diversos temas: como eVetol (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical), táxi aéreo, drones, MaaS – mobilidade como um serviço e integrada ao transporte multimodal –, entre outros.

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