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Embaixadores

Rogério Markiewicz

Presidente da Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei)

Mobilidade para quê?

Por uma vida mais confortável, econômica e divertida

A mobilidade elétrica tem sido um tema de destaque. Rogério Markiewicz fala sobre tecnologia, mobilidade e carros elétricos e suas vantagens e benefícios.

15/12/2020 - 3 minutos, 20 segundos


carros elétricos
Imagem: Getty Images

É com grande satisfação que vemos nascer o resultado de um processo colaborativo entre a Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei) e o Estadão, com o Guia do Primeiro Carro Elétrico, destacando o quanto podemos aprender, mutuamente, no propósito de divulgar e ser protagonista em facilitar o acesso à informação responsável em criar um futuro melhor para as nossas cidades.

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A Abravei foi fundada em 2017 por usuários pioneiros na utilização dessa tecnologia. Mesmo com carência de infraestrutura de recarga e ínfima variedade de veículos disponíveis no Brasil, além dos preços ainda elevados desses modelos, a perspectiva de contribuir para a promoção da Mobilidade Elétrica para o Desenvolvimento Sustentável das Cidades nos impulsiona.

Somos todos apaixonados por carros, adoramos tecnologia e queremos uma vida mais confortável, econômica, divertida e sustentável. Com essa afirmação, definimos o perfil do usuário do carro elétrico. 

O assunto é atual e desperta muita torcida pró e contra. Não vamos fomentar uma disputa, e sim ser objetivos e técnicos sem perder a chance de uma abordagem humanizada de quem utiliza esse tipo de veículo. Ao longo das próximas semanas, teremos a oportunidade, de maneira bem simples e didática, de acompanhar o que aprendemos no dia a dia como usuários de veículos elétricos, com suas alegrias, dificuldades e superações. Esse é o objetivo da nossa contribuição o guia.

União dos mundos

Mostrar que não existe escolha: ou gosta de carro (velocidade e desempenho), ou quer apenas um meio de transporte (economia e sustentabilidade). A mobilidade elétrica propõe a união dos mundos, com uma racionalidade, muitas vezes, irritante de tão simples.

Não tem como desprezar uma realidade que já bate em nossa porta e que nos mostra que um motor a combustão tem eficiência máxima de 30% da energia aplicada para seu deslocamento contra 95% de eficiência energética de um motor elétrico. Que a baixa manutenção e o menor valor por quilômetro rodado, junto com incentivos públicos, já justificam uma compra racional, e não apenas por gosto, status ou princípios.   

Para melhor avaliação, nada supera um test drive e, se não estiver em seus planos de aquisição, aconselhamos não fazer, pois, neste momento, o carro elétrico se vende com facilidade.

O comprador típico de um carro elétrico, inicialmente com prioridade em sustentabilidade e uma vida mais racional, passa por uma transformação e conquista novos adeptos de quem busca desempenho com um torque avassalador. O prazer de dirigir um carro desse transcende para uma nova experiência, tão prazerosa e diferente. Sim, sem barulho, e por que não? E complemento: sem sujeira, descomplicado e sem poluição.

Precisamos evoluir. As nossas cidades necessitam de uma nova alternativa para o transporte, e sabemos que não é o individual que será a solução, mas sim um conjunto de modais sustentáveis, baseado na mobilidade ativa e na tração elétrica. Em um momento que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição nos centros urbanos provoca a morte de milhares de pessoas por ano, no Brasil, além de várias doenças respiratórias e cardiovasculares, temos que aceitar esse grande desafio de saúde pública no País.

Passamos por um momento muito semelhante ao início do século 20, com a introdução dos veículos a combustão nos centros urbanos, e a eliminação da tração animal, que foi a solução para a melhora na qualidade das cidades. E, novamente, por questões de saúde, temos que superar mais uma vez a troca da matriz de mobilidade. Temos que eliminar as emissões de CO2 relacionadas aos transportes urbanos.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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