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Mobilidade para quê?

Um craque a serviço do meio ambiente

Depois de muitas vitórias em campo, o ex-jogador de futebol Roberto Rivellino celebra as vantagens da condução elétrica como uma das alternativas para melhorar a qualidade do ar

Patrícia Rodrigues

23/03/2021 - 3 minutos, 58 segundos


carro elétrica
Foto: Getty Images

Além do futebol, o tricampeão da Copa de 70 Roberto Rivellino também tem outras paixões: seus pássaros, contato com a natureza e… carros. Apesar da vida tranquila em Vinhedo (SP), Rivellino gosta de se reunir com os amigos e pegar estrada, “sentir” o carro, acelerar. Porém, desde o início do isolamento social, o muito que ele tem feito nesse sentido é ir ao mercado que fica a dez minutos de casa, duas vezes por semana ou até menos, para comprar o básico.

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É nesse curto trajeto que o ex-jogador comemora a experiência de dirigir sua nova SUV Volvo XC 90 R-Design 2020, com apenas 4 mil quilômetros rodados, adquirida há pouco mais de dois meses na concessionária Toriba, do amigo Rodrigo Faria. Como não estava familiarizado com a tecnologia (que, automaticamente, muda para o combustível) e receio de não ter autonomia para concluir o percurso, ele voltou da revendedora, localizada na capital, até em casa ainda sem utilizar a condução 100% elétrica.
Apesar dos muitos veículos que já possuiu, esse é o primeiro contato de Rivellino com a mobilidade elétrica – bastante incentivado pelo filho Rodrigo, que também herdou do pai a paixão por carros. “Sempre apreciei peruas e estou encantado com essa, com todos os recursos que ainda estou descobrindo”, conta, entusiasmado

meio ambiente e carros elétricos
Depois das vitórias em campo, Roberto Rivellino celebra as vantagens da condução elétrica

Futuro próximo, não apenas tendência

Ele vem utilizando o modelo híbrido plug-in, prioritariamente, na função elétrica, pois ainda não teve a oportunidade de andar a mais de 120 km/h. Mesmo saindo pouco, Rivellino gosta bastante de carros e a perua é o modelo que mais atende à rotina atual, já que alguns de seus trechos são de chão de terra batida. “Ainda estou me adaptando a ela, mas é fantástica, principalmente porque, agora, também não poluo!”, comemora. “Com uma autonomia de 100 quilômetros, ela atende muito, muito bem às minhas necessidades, pois dirijo a, no máximo, a 80 km/h – a velocidade permitida nos arredores do condomínio onde moro.”

Vantagem de não poluir

 A questão da qualidade do ar é muito importante para ele – uma de suas lembranças mais antigas (e aflitivas) é o céu da capital tomado pela camada de poluição e carros e ônibus soltando fumaça. “Gostaria que todos tivessem a mesma oportunidade de respirar ar puro todos os dias”, conta. Ele frisa que a preocupação ambiental envolve lidar com muitos fatores, e não só os carros, mas enxerga o veículo elétrico como uma das alternativas para isso. “Muito mais que economia de gasolina, a principal vantagem, para mim, é a de não ser poluente”, reforça. “Mesmo mais caro por enquanto, o modal elétrico é o futuro próximo, muito mais que uma tendência.”

Também está bastante satisfeito com as descobertas sobre a nova tecnologia. “Sem contar que a resposta na aceleração é muito boa, algo que me surpreendeu bastante, assim como os recursos ‘imbatíveis’ e itens que descubro a cada dia, como os que alertam para uma condução muito mais segura. É um carro que nos educa dentro do trânsito.”

Rivellino ainda não fez as contas de quanto vai economizar em relação ao combustível fóssil, mas tem uma hipótese. “Com o modelo convencional, já ficava dois meses sem abastecer. Agora, então, calculo uns quatro”, brinca. As recargas são feitas no restaurante do filho, localizado a poucos minutos de onde vive. “Hoje, já temos muitos postos que nos dão a condição de estender as jornadas, e isso não tem sido uma preocupação para mim, no momento”, revela. Mas, em caso de necessidade, ele não descarta a possibilidade de compra de um carregador ou de adaptar uma tomada na garagem para essa finalidade. “Aqui tenho tomadas de 220 V. Então, essa recarga seria ainda mais rápida.”

Patada atômica

Roberto Rivellino entrou para a história do futebol ao jogar, na Copa de 1970, no México, com a camisa 11, naquela que é considerada uma das melhores seleções brasileiras de todos os tempos. Aquele timaço foi tricampeão do mundo e reunia grandes gênios da bola, como Pelé, Tostão, Jairzinho, Clodoaldo, Piazza, Carlos Alberto, entre outros.
Na Copa, seu poderoso chute de perna esquerda ganhou o apelido de Patada Atômica.
Rivellino começou a se destacar no futebol em meados da década de 60 atuando pelo Corinthians, clube que defendeu até 1974. Em 1975, transferiu-se para o Fluminense (RJ), onde também se tornou ídolo. Rivellino encerrou a carreira em 1981, no Al-Hilal, da Arábia Saudita

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