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“Vamos investir R$ 5 bilhões na compra de carros”

Assinatura de veículos não cresce mais porque setor não tem como atender, afirma o CEO da Movida

17 minutos, 33 segundos de leitura

09/03/2022

Por: Tião Oliveira

Renato Franklin, diretor-presidente e CEO da Movida: “Temos a maior frota de elétricos do Brasil, com pouco mais de 600 unidades”. Foto: Divulgação Movida

Renato Franklin iniciou sua trajetória profissional no setor financeiro. Depois, ficou mais de dez anos na Vale, onde ingressou na mesma área, e chegou à posição de gerente geral de vendas. Passou pela Suzano Papel e Celulose até chegar à Movida, em 2014, onde atua como diretor-presidente e CEO. Em entrevista por meio de chamada de vídeo, Franklin diz ao Estadão que o consumidor entendeu que alugar um carro pode ser mais interessante do que ser dono e que o setor tem muito espaço para crescer.

Como foi o desempenho da Movida em 2021?

Renato Franklin: Estamos muito felizes com o desempenho da Movida em 2021. Nossa frota cresceu 50% e e dobramos o lucro para R$ 819 milhões. A gente surfou a onda que foi acelerada pela pandemia, de mudança de hábitos dos consumidores. Muitos passaram da posse para o uso. Além disso, a flexibilização do trabalho trouxe demandas adicionais. O aluguel de lazer, que era mais forte no fim de semana, agora acontece durante a semana inteira. Começa na quinta-feira e vai até terça-feira. Quando a escola era mais virtual, a demanda foi ainda mais forte ainda por carros maiores.

Estamos alugando mais SUVs, onde cabem mais malas, porque as viagens de dois dias passaram a ser de uma semana. Também cresceu muito a procura por carros por assinatura, sobretudo de longo prazo. Isso foi acelerado por causa da restrição ao crédito e da alta do custo de capital e dos juros. As empresas decidiram terceirizar (a frota) por que, além de ser mais barato, isso gera capital. A mesma lógica vale para a pessoa física. O consumidor quer um carro com mais tecnologia, mas ele não precisa, necessariamente, comprar. Ao assinar, ele tem um concierge para cuidar do carro. São tendências que ajudaram a Movida a ter um ano muito especial e transformador.

A procura pelo serviço de assinatura continuará crescendo?

Franklin: Sim. E o potencial desse mercado é muito maior do que a gente vê hoje. No Brasil, são vendidos 2 milhões de carros por ano, sendo 1 milhão para pessoas físicas. E parte desse público está migrando para a assinatura. Os mais jovens querem flexibilidade e fugir da burocracia. Ele faz a conta e pensa: ‘Vou gastar a partir de R$ 60 mil para ter um carro ou pagar R$ 1.500 por mês?’ Nos R$ 1.500 está tudo incluído.

Na compra, além dos R$ 60 mil ainda tem IPVA, seguro e outros custos que a gente não vê. Além disso, não existe o estresse na hora de vender o carro e trocar por outro. Há um empurrãozinho vindo do público de alta renda, que é mais bem assessorado do ponto de vista financeiro. Muitos dos nossos clientes trabalham em bancos de investimento. Alguns executivos, por exemplo, têm todos os carros da família alugados com a gente. Estou falando de funcionários de bancos como BMG e Itaú. E isso vai se multiplicando no boca a boca. Temos de carros compactos a Premium blindados. E muita gente vem alugando SUVs. Sobretudo modelos compactos, como Nissan Kicks, Renault Duster, Fiat Pulse e Hyundai Creta. Em 2022, por causa da eleição para presidente, deve haver muita volatilidade do mercado. Porém, também haverá geração de empregos e renda por causa das campanhas eleitorais. Isso é importante porque a inflação alta corrói o poder de compra das pessoas.

Além disso, há maior restrição de crédito e aumento dos juros. Bem como os preços dos carros subiram e a oferta de modelos mais baratos está diminuindo. Tudo isso dificulta a compra do veículo novo. Assim, é mais conservador fazer uma assinatura. O mercado de carros por assinatura só não cresce mais porque não temos capacidade para atender a demanda. E olha que a frota da Movida cresceu em 68 mil carros em um ano. Porém, comparado com as vendas totais para pessoas físicas, de 1 milhão de unidades, mostra o potencial de crescimento. Há um cenário sólido e muito positivo no curto, médio e longo prazos. Por exemplo, nos Estados Unidos, o leasing representa 50% dos negócios. No Brasil, a assinatura representa apenas 0,6%. É um mercado bastante sedutor, com ganhos para o cliente em termos de comodidade e redução dos custos.

Como a aceleração da digitalização afetou os negócios da empresa?

Franklin: Em primeiro lugar, garantiu alta na demanda e flexibilidade operacional. Por exemplo, nas lojas de aeroportos, havia picos de procura na sexta-feira, a partir do início da tarde e aos sábados pela manhã. Era um negócio muito difícil de operar. Agora, a demanda está diluída. A locação de fim de semana começa na quinta-feira pela manhã. O cliente pode fazer a reserva pelo app e receber o carro no endereço que quiser. Esse é um serviço que vem crescendo muito, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas muita gente prefere fazer tudo pessoalmente. Por isso, só em São Paulo a Movida tem mais de 27 lojas. A Movida foi a primeira locadora a ter app para iPhone e está em todas as plataformas. Fomos a primeira a ter carros com wi-fi e criamos a devolução expressa, em que o serviço é feito por meio de tablets.

Lançamos o web check-in no início de 2021. Dá para fazer tudo pela internet e agilizar o atendimento. Bem como fazer a abertura de contrato direto no pátio, sem precisar ir ao balcão da loja e de forma muito rápida. Essa facilidade também contribui para a migração da posse do carro para a assinatura. Famílias que tinham dois carros passaram a ter um só e a alugar, por exemplo, um maior para viagens. É mais fácil, econômico e o cliente pode pegar um carro grande, revisado e novinho, que está com tudo em dia e pronto para pegar a estrada.

Outro serviço que cresceu muito é o aluguel de cadeirinhas infantis, porque as famílias estão viajando mais. O Brasil é um país muito bom, repleto de belos destinos e atrações que a gente pode visitar gastando pouco. Você pega um carro alugado, uma casa no Airbnb e passa um período bacana com a família. Eu brinco que a gente evoluiu muito e agora quer voltar àquela vida mais pacata, para reenergizar. Muitos viajavam para fora e não conheciam destinos famosos do Brasil. É o caso de Foz do Iguaçu (PR).

Todo mundo sabe que existe, é legal e uma das maravilhas do mundo. Porém, poucos brasileiros vão para lá. A viagem de carro mudou até no mundo corporativo. Em vez de avião, muitos estão preferindo usar o carro, que permite que você vá sozinho e fazendo seu próprio horário. Evidentemente, essa é a realidade para algumas funções em alguns tipos de negócios.

E, embora o Brasil tenha 200 milhões de habitantes, só temos 1 milhão de carros de locadoras. É um negócio que tem muito potencial de crescimento, sobretudo com a recuperação do poder de compra. Com R$ 400, dá para alugar um carro para um fim de semana com a família. É mais barato do que pagar a prestação de um usado, que nem sempre reúne condições para encarar uma estrada. Outro segmento que avança bem é o de entregas, por causa da alta na demanda no comércio eletrônico. Tem muito motorista autônomo fazendo isso. Para esse público, criamos o Movida Cargo, que aluga veículos de diversos tamanhos. Para o varejista é bom porque ele consegue reduzir o tempo para a entrega e tem mais garantia de que o produto vai chegar, uma vez que o transporte é feito por veículos novos e com a manutenção em dia. Esse segmento vai ser muito representativo num futuro próximo. Ou seja, há várias avenidas de crescimento. E nossa evolução no digital permite que a gente ofereça um serviço muito bom.

Além da locação de cadeirinhas, quais outros serviços adicionais são procurados pelo consumidor?

Franklin: Nosso objetivo é gerar comodidade. Por isso, os carros da Movida saem com Sem Parar. Não precisa fazer cadastro nem nada. O pagamento é feito junto com o da locação. Com a oferta de wifi, ganhamos um prêmio global de inovação em 2015. Outro setor que vem avançando bem é o de aluguel de carro elétrico. Temos a maior frota de elétricos do Brasil, com pouco mais de 600 unidades. Em 2014, lançamos a locação de carros Premium. Eram 200 e hoje são 600 dentro da nossa frota de 187 mil veículos. O bacana é que o cliente quer buscar o compacto, vê o Premium. Ele pode não alugar agora, mas sabe que, quando quiser, nós temos como atender. No caso do elétrico, muitas pessoas querem experimentar, ver como funciona.

O elétrico é melhor do que o a combustão. Porém, o preço é muito mais alto. Quando os preços se equalizarem, o elétrico vai ser a escolha da maioria das pessoas. Temos mais de 50 carregadores em São Paulo e um pouco no Rio de Janeiro. Montamos um hub de recarga muito grande na Marginal Tietê (em São Paulo) para atender tanto o motorista de app quanto o de delivery. São duas estações de recarga super-rápida e 10 de rápida. Além disso, enquanto o carro carrega o usuário pode trabalhar, ver e-mails, descansar, tomar banho, comer. Ou seja, o espaço oferece tudo isso. Acredito muito nesse tipo de solução para romper os gargalos de infraestrutura. Estamos desenvolvendo um projeto para oferecer pontos ultrarrápidos, em que a recarga é feita em 20 minutos. Vamos ajudar a viabilizar as viagens longas de carro elétrico.

Além disso, quando algum novo carro é lançado, logo incorporamos à frota para impulsionar um super teste drive. Isso permite fazer pesquisas de mercado para as montadoras. Recebemos feedback de redes de concessionárias sobre clientes que foram comprar o carro depois de alugar na Movida. Tem muita coisa acontecendo. Eu brinco que as únicas certezas são de que o mercado vai mudar bastante e, com isso, temos diversão garantida todo dia.

Há clientes que utilizam a locação como uma espécie de test drive longo antes de decidirem se vão comprar um carro?

Franklin: No nosso negócio, isso é ainda mais importante para dar acesso ao carro elétrico. Isso porque poucos podem pagar R$ 250 mil, R$ 270 mil, que é o preço dos elétricos mais baratos do Brasil. Já o aluguel parte de R$ 2.000, sendo que um equivalente a combustão tem diárias a partir de R$ 500. Estou falando do (hatch) Leaf, que é maior que o (SUV) Kicks (os dois são da Nissan). Ele leva até cinco pessoas, tem porta-malas espaçoso e pode ir de São Paulo ao Rio de Janeiro sem gastar uma gota de combustível. Outra: se você alugar uma casa na praia com tomada na garagem (220 Volts, aterrada) pode ir e voltar sem parar em postos.

Basta deixar o carro recarregando enquanto você dorme. Há clientes que relatam que suas vidas mudaram depois que eles passaram a usar elétricos. Não perdem tempo indo ao posto ou trocando o óleo (do motor), por exemplo. Hoje, tem Mini Cooper e 500 elétricos, que são carros muito legais de dirigir. Temos até clientes que compram diárias de aluguel para dar de presente para marido ou o pai. A Movida é a única a oferecer pacote pré-pago. A gente fica o tempo todo pensando em possíveis soluções de novas experiências.

Há uma tendência de as marcas reduzirem a oferta de compactos e focarem modelos maiores, mais equipados e, portanto, mais caros, como picapes?

Franklin: No caso das picapes, o que acontece é o avanço do agronegócio. O setor impulsiona o crescimento em várias regiões do Brasil. Voltando aos elétricos, há consultorias que apostam que eles serão 70% ida produção total nos países ricos, em 2030. Em alguns países, chegarão a 100%. No Brasil, a estimativa é de chegar a 20%. Porém, primeiro é preciso desenvolver a infraestrutura, mas o investimento é muito pesado. Além disso, para o Brasil, que tem etanol, do ponto de vista da ESG isso não faz muito sentido. Seja como for, embora a redução das emissões seja muito importante, o brasileiro não vai adotar o elétrico por causa disso. Mas porque o carro elétrico é mais gostoso de dirigir e tem maior nível de tecnologia. Além disso, a tendência é que haja cada vez mais conectividade e também avanços dos recursos de condução autônoma. Isso faz crescer o preço de compactos, como os hatches, que ficam próximos ao dos SUVs.

Então, em vez de pagar, por exemplo, R$ 80 mil por um modelo menor com opcionais como ar-condicionado, multimídia e outros sistemas eletrônicos, o consumidor prefere pagar R$ 10 mil a mais e mudar de categoria. Quando a gente fala de aluguel, a diferença de tarifa é ainda menor. Também haverá importantes lançamentos neste ano, com o Kwid híbrido, na faixa de uns R$ 140 mil, o que já é quase a metade do preço de modelos elétricos. Quando se faz a conta tirando o custo do combustível, fica ainda melhor. Creio que as projeções de vendas são conservadoras. Há marcas investindo pesado na infraestrutura. Por exemplo, a Volvo já instalou mais de mil carregadores no País. E sua linha de entrada agora é 100% elétrica. Os demais carros da marca são híbridos. Além disso, as chinesas, como a GWM e a JAC Motors, apostam fortemente na eletrificação.

Para as montadoras de lá, o Brasil que é um mercado com potencial gigante. A BYD e GWM, que estão chegando ao Brasil, são gigantes. A GWM disse que vai produzir 100 mil carros por ano no Brasil, todos eletrificados e com direção semiautônoma e sistemas como comando de voz para abrir os vidros. É um novo patamar de tecnologia. Isso muda a régua e a gente vai ver uma transformação na indústria e mais valor agregado ao carro. Assim, o aluguel fica mais atrativo e o compartilhamento faz mais sentido. Para tudo que é caro vale mais a pena compartilhar. Não vale a pena pagar para deixar parado. No Brasil, os carros mais usados rodam apenas 10% do tempo. No caso de locadora, o número médio é de 30%. Então, dá para melhorar muito a utilização e a produtividade dos ativos. Eu acredito muito em transformar isso em oportunidade e oferecer produtos e serviços para reduzir o preço para o cliente. E, mais do que os números que a gente mostrou, conseguimos construir bases para um novo ciclo que será muito melhor que o anterior. Há muitas demandas, oportunidades e possibilidades de ganho de eficiência operacional para ser conquistadas.

Soluções como multimídia e internet a bordo são decisivos na hora da escolha?

Franklin: Sim. Tem gente que faz questão de o carro ter Apple CarPlay e Android Auto, quer espelhar a tela do celular na do carro. Todo mundo quer usar o Waze, ninguém quer o GPS do carro. Essa é uma das demandas que mais crescem. E não são só os jovens que querem isso. Temos clientes com mais de 70 anos que querem espelhamento de celular e freio eletrônico. Ele não quer puxar alavanca. Então, algumas montadoras acabam ficando para trás e abrindo espaço para outras.  O brasileiro é “early adopter”. Tudo que surge de rede social a gente bate o segundo ou o primeiro lugar de utilização global. Não importa se a rede é chinesa ou americana. O brasileiro é digital e investe muito nisso. Na classe C, por exemplo, a primeira coisa que a pessoa quer é um celular de última geração.

Somos líderes de venda de soluções digitais. Então, o correto não é eu dizer que temos 250 ou 180 lojas. Afinal, todo celular é um ponto de venda. Seja para carro por assinatura, aluguel de diária ou venda de seminovo, que é outra coisa que eu considero pouco explorada no Brasil. A venda de carros ainda é feita como há 20 anos. Durante a pandemia, ficamos três meses com a loja fechada e vendemos carros de forma digital. Batemos recorde em 2020 O processo só não era 100% digital porque tinha uma pessoa interagindo no WhatsApp.

Agora, temos uma solução 100% digital. É igual a comprar uma máquina de café ou outro produto qualquer na internet. Com o celular, você vê o carro, paga e recebe em casa. É claro que ainda há quem vá à loja confirmar se o carro é mesmo do jeito que ele viu na tela. Mas ele não quer se sentar nem conversar. Quer terminar o processo pelo celular. O negócio de carro usado é baseado em confiança. Você não sabe quem usou, como usou e qual é a procedência. O carro de locadora tinha um estigma de ser de frota, com uso pesado e muito rodado. Não é verdade. Ele é bem cuidado, é lavado a cada locação. Temos um laudo sobre a manutenção e tudo o que foi feito no carro. E, no fim do processo, todos passam por uma  triagem e só os melhores vão para nossa loja.

Os outros são vendidos por atacado e repassados para outros lojistas. Ou seja, somos uma empresa de capital aberto, com uma marca forte, que vende 5 mil carros por mês e tem lojas em todas as capitais do Brasil. Todos os carros da Movida têm garantia de um ano. Esse é um negócio que vai crescer bastante. No nosso site há 3 mil carros, sendo que são mais de 170 versões e modelos com diversas cores. Faz parte do meu modelo de negócio vender o carro depois de 12 meses. O carro ainda é muito novo quando a gente vende.

Quais são as perspectivas para 2022?

Franklin: Vamos expandir a rede de lojas, tanto de locação quanto de venda e oferta de carros por assinatura. Vamos investir entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões na compra de carros. Estamos negociando com mais de nove marcas e já temos contratos para a execução desses negócios, de modo a suportar nossa estratégia. Vamos aumentar a previsibilidade da receita e crescer bastante nos negócios de longo prazo. Carro por assinatura vai crescer bastante, assim como a gestão de frotas. Estamos muito confiantes de que 2022 será o melhor ano para a Movida até aqui. O próximo tem de ser sempre melhor que o anterior.

Que mensagem o sr. mandaria ao Renato de 20 anos atrás?

Franklin: Corre e estuda, porque vale a pena. Eu teria começado a acordar mais cedo. Eu mudei minha vida quando comecei a acordar às 5h para fazer exercícios. E poderia ter feito isso lá atrás. Gosto muito de acordar cedo. Dá tempo de ler, vou comendo e me atualizando. Antes das 6h estou na academia e chego cedo ao escritório. Todo esforço é recompensado. O que vale mais na vida não é o que você conquista ou constrói, mas é a transformação que você deixa na vida das pessoas que passam por você. Tudo que você faz, a ajuda que dá às pessoas que estão com você, ajudar a transformarem suas vidas, a evoluir e crescer. É isso que fica e é o que alimenta. É a melhor conquista que você pode ter.

O que vocês têm de política na Movida focada em ESG?

Franklin: A gente tem um propósito corporativo muito forte. Somos a primeira locadora do mundo de capital aberto certificado como empresa verde. A agenda ESG traz muitos benefícios. Ela atrai bons colaboradores e clientes, tanto do “B to B” quando do “B to C”. Além disso, ajuda na captação de recursos. Captamos US$ 800 milhões com prazo de 10 anos durante a pandemia, quando o mercado estava mais restrito. Tivemos o primeiro bond verde do Brasil, com R$ 300 milhões de renda para compra de carros elétricos. Eu brinco que, se você não quiser fazer porque é legal, faça porque dá dinheiro. Mas tem de ter uma agenda verdadeira, concreta e ambiciosa, incluindo a comunidade em que a gente atua. Nossa meta de longo prazo é audaciosa. Mas precisamos focar o que vamos fazer neste ano. Temos um monte de metas e ficamos felizes de entregar o que temos como compromisso.

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