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Ativista Beka Munduruku conduz podcast sobre uma Amazônia desconhecida

Em dez capítulos, a série faz uma viagem emocional à maior floresta tropical do planeta — ‘desconhecida e invisível’

2 minutos, 37 segundos de leitura

23/06/2022

Por: Estadão Conteúdo

Beka Munduruku tem 19 anos. Ela nasceu e cresceu na aldeia Sawré Muybu e é uma das criadoras do coletivo Audiovisual Daje Kapap Eypi, que documenta a luta do povo Munduruku pela demarcação de seu território no Médio Tapajós. Atualmente, ela cursa o Ensino Médio em Itaituba e pretende fazer faculdade de Jornalismo. Crédito: banner sobre foto de Cacalos Garrastazu/Divulgação

Uma imersão na Amazônia que pulsa abaixo das copas das árvores. Essa é a proposta do podcast de jornalismo investigativo Amazônia Invisível — exclusividade da Storytel Brasil, uma das líderes globais em streaming de audiobooks, e-books e podcasts. A produção é do Estadão Conteúdo e da agência Eder Content.

TRAILER DO PROGRAMA, EM VÍDEO

Dividida em dez episódios, a série aborda a Amazônia brasileira a partir do olhar da jovem ativista Beka Munduruku e de um mosaico de vozes dos povos que habitam a floresta. A produção está disponível no Storytel. Mas o primeiro episódio pode ser ouvido gratuitamente em múltiplas plataformas. Um site especial oferece trailers em áudio de cada um dos episódios, além de fotos exclusivas que acompanham os dez roteiros.

A ativista Beka guiou uma equipe de jornalistas da Agência Eder Content em uma viagem pelo sudoeste do Pará, uma das regiões mais tensas e ameaçadas da Floresta Amazônica atualmente. Ao longo de três semanas e quase 3 mil quilômetros percorridos no rio Tapajós, na Rodovia Transamazônica e na BR-163, a equipe registrou dezenas de vozes locais com diferentes interesses na região, desde fazendeiros, garimpeiros, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, ambientalistas, defensores de direitos humanos, prefeitos e promotores públicos.

O podcast é narrado e editado pela jornalista Andréia Lago, profissional com passagem pelas principais redações da grande imprensa brasileira, como O Estado de S. Paulo e “Folha de S.Paulo”.

“É uma grande reportagem que desafiou muitos empecilhos: viajamos pela Amazônia em plena pandemia da covid-19, com todos os cuidados que a situação exigia, sem falar nas dificuldades de comunicação, deslocamento e segurança da equipe. Ao final, descobrimos que nós, brasileiros, realmente não conhecemos a Amazônia”, afirma Andréia

Amazônia Invisível é resultado de 18 meses de trabalho e 86 entrevistas. Participaram seis jornalistas e uma cientista social. A cinefotografia e a captação de áudio são do repórter fotográfico Cacalos Garrastazu. “É impossível falar da Amazônia sem fotografias da floresta e dos que nela habitam. Então, tudo que nós vimos nessa imersão na Amazônia da Beka pode ser visto num site que reúne conteúdo extra sobre cada episódio da série“, diz Garrastazu.

Jovem ativista — Beka Munduruku tem 19 anos. Ela nasceu e cresceu na aldeia Sawré Muybu e é uma das criadoras do coletivo Audiovisual Daje Kapap Eypi, que documenta a luta do povo Munduruku pela demarcação de seu território no Médio Tapajós. Atualmente, ela cursa o Ensino Médio em Itaituba e pretende fazer faculdade de Jornalismo.

Trilha sonora — A música Território Ancestral é uma composição da cantora Kaê Guajajara e foi licenciada com exclusividade para ser a trilha sonora do documentário. Nascida no Maranhão, Kaê viu sua família ser expulsa por madeireiros ilegais de um território não demarcado. Desde os 7 anos de idade, vive na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro.


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