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Combustíveis: por que o valor subiu tanto?

Um dos motivos é a política de preço por paridade de importação, que provoca uma reação em cadeia em todos os gastos da população, especialmente para quem usa o carro para trabalhar

3 minutos, 43 segundos de leitura

23/06/2022

Por: Apresentado por 99 e Blue Studio

Para garantir os ganhos dos motoristas parceiros, a 99 — empresa de tecnologia ligada à mobilidade urbana e à conveniência — oferece um auxílio que soma automaticamente R$ 0,10 por quilômetro rodado para cada R$ 1 de aumento da gasolina. Foto ilustrativa: Getty Images

A alta dos combustíveis dificulta a vida de todo mundo, especialmente de quem necessita de um veículo para trabalhar, como é o caso de muitos motoristas de aplicativo que abandonaram a atividade em função do preço da gasolina, e de caminhoneiros que reduziram suas jornadas de trabalho ou pararam a frota.

Mas por que o preço desses insumos subiu tanto? Não é uma resposta simples, mas um conjunto de fatores. De abril de 2021 a abril de 2022, a gasolina acumulou alta de 31,22% e continuou ganhando força ao longo do mês, conforme os levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a gasolina teve o maior peso sobre a inflação em abril, com alta de 2,48%. Também subiram o etanol (8,44%), diesel (4,74%) e gás natural veicular (0,24%).

A política de preços adotada pela Petrobras desde outubro de 2016 é o preço por paridade de importação, o PPI. Na prática, isso significa que, sempre que o barril de petróleo ficar mais caro no exterior, o preço também aumenta para o brasileiro, acompanhando o mercado internacional. Essa política foi adotada para a reestruturação financeira da Petrobras e também para o pagamento de suas dívidas com a União (Estados e municípios que formam a Federação brasileira) e com os investidores.

Isso gerou lucros maiores para a estatal — recorde de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que significou um aumento de 3.718,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os ganhos foram de R$ 1,167 bilhão. Porém, em contrapartida, a medida provoca uma reação em cadeia e tudo fica mais caro para a população, a mais prejudicada mesmo que não tenha carro: o gás de cozinha hoje representa 9% do salário mínimo.

Soluções possíveis — Uma primeira medida é mudar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O tributo estadual incide sobre produtos de diferentes tipos, de eletrodomésticos a transportes, e se aplica ao que é comercializado dentro do País e aos bens importados.

No caso dos combustíveis, existe entre os governantes uma discussão para instituir um valor fixo em centavos por litro. A proposta faria com que o imposto dos Estados incidisse sobre o preço médio desses produtos nos últimos dois anos. Atualmente, o cálculo é feito a partir da média dos preços dos últimos 15 dias.

Outra solução seria a criação de um Fundo de Estabilização de Preços. Esse fundo faz parte do Projeto de Lei 1.472/2021, que cria um programa para estabilizar o preço do petróleo e seus derivados no Brasil. O tema é discutido desde 2018, mas ainda não saiu do papel. Além disso, a alta do dólar também influencia diretamente os preços praticados no mercado interno, mas não depende apenas das políticas de combustível do País.

Auxílios para os motoristas — Para diminuir os impactos do alto preço da gasolina no ganhos dos motoristas parceiros, a 99 — empresa de tecnologia ligada à mobilidade urbana e à conveniência — garante, desde março passado, a quem dirige pela plataforma o Adicional Variável de Combustível, auxílio dado sempre que a gasolina sobe e que vale para os 1.600 municípios brasileiros onde a companhia opera. Com isso, a empresa vai somar R$ 0,10 por quilômetro rodado para cada R$ 1 de aumento.

O valor visa garantir um adicional para assegurar repasses justos de acordo com as flutuações no preço da gasolina, o combustível que sofreu maior alta. Todos os parceiros se beneficiarão com a medida, mesmo que usem álcool, diesel e gás natural veicular.

O adicional é reajustado automaticamente, mensalmente, sempre que o valor do combustível, calculado por meio de uma ferramenta desenvolvida pelo DriverLAB, centro de inovações da empresa 100% focado nos motoristas parceiros, lançado em março. “Toda a sociedade é impactada por esses aumentos, mas nosso compromisso é cuidar dos colaboradores. Por isso, agilizamos o desenvolvimento dessa tecnologia que anula a subida dos preços”, explica Thiago Hipólito, diretor do DriverLAB da 99.

Com investimento de R$ 250 milhões nos próximos três anos, o objetivo do DriverLAB é proporcionar mais bem-estar aos motoristas parceiros, com soluções de cuidado que ampliam seus ganhos, diminuem seus custos e promovem mais acesso a serviços.


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