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Depois de uma tragédia histórica, Pantanal voltar a registrar incêndios

A área atingida pode chegar a 28 mil hectares

2 minutos, 11 segundos de leitura

11/07/2022

Por: Estadão Conteúdo

Incêndios de grandes proporções voltaram a atingir o Pantanal, um dos biomas mais ameaçados no País e fortemente afetado pelas queimadas nos últimos anos. Foto de arquivo: Chico Ribeiro/Agência Brasil

Incêndios de grandes proporções voltaram a atingir o Pantanal, um dos biomas mais ameaçados no País e fortemente afetado pelas queimadas nos últimos anos. Na sexta-feira, 8 de julho, equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual combatiam grandes focos no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro e em seu entorno, entre Aquidauana e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. O fogo já queimou 28 mil hectares no Estado, área equivalente a 30 mil campos de futebol.

O Pantanal brasileiro se divide entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que detém 70% desse território. Os focos estão acontecendo principalmente na região de Corumbá e Porto Murtinho na fronteira com a Bolívia. No início do mês de julho, os bombeiros conseguiram conter um incêndio que atingiu a região do Passo do Lontra, em Nhecolândia. As chamas, no entanto, voltaram a aparecer e ainda cobrem de fumaça trechos de rodovias da região.

Conforme o analista de geoprocessamento do Instituto SOS Pantanal, João Vitor Dias, o incêndio no Parque Pantanal do Rio Negro está fora controle. “O fogo começou no dia 25 de maio, mas era o chamado fogo subterrâneo, que vai queimando a turfa no subsolo. Na quarta-feira, 6 de julho, as chamas atingiram a vegetação seca e se alastraram rapidamente. Não temos ainda uma medição oficial, mas acredito que já foram queimados 28 mil hectares (em torno de 30 mil campos de futebol) no parque e fora dele”, disse. O cientista acrescenta que as análises mostram uma seca intensa neste inverno para o Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ele lembra ainda que o lugar é rico em fauna e onde vivem onças-pintadas, entre outros animais. “A situação só não está pior porque houve mais chuva no Pantanal norte, em Mato Grosso, nos meses passados. A estiagem está chegando lá só agora, mas aqui [Mato Grosso do Sul], choveu muito pouco, principalmente em Nhecolândia, Miranda, Rio Negro e Aquidauana, onde os rios estão com nível abaixo do padrão normal. O acúmulo de vegetação seca é muito grande, favorecendo os incêndios.”

Um comunicado emitido pelo Instituto SOS Pantanal no dia 20 de maio último já alertava para o risco de incêndios no bioma devido ao tempo mais seco no inverno este ano.

No primeiro semestre deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 517 focos de fogo em todo o bioma, 39,3% mais do que nos primeiros seis meses do ano passado, quando foram 317. Foto de arquivo: Mayke Toscano/Secom (MT)/Agência Brasil

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