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Ministério lança campanha contra hepatites virais

Elas são transmitidas por diferentes tipos de vírus, mas todas provocam lesões no fígado. A tipo  C é a que mais provoca mortes no País

2 minutos, 44 segundos de leitura

29/07/2022

Por: Estadão Conteúdo

Para algumas das hepatites existem vacinas e medicações que tratam e curam a doença: ambas podem ser adquiridas de forma rápida, acessível e gratuita pelo SUS. Foto: Getty Images

Na quarta-feira (27), o Ministério da Saúde lançou em Brasília a campanha nacional de prevenção contra as hepatites virais, para marcar o dia mundial de luta contra a doença (28/7). Essas doenças são responsáveis pela morte de mais de 82 mil pessoas no Brasil entre 2000 e 2020.
Durante o evento também foi apresentado o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais de 2022, que consolida as notificações das hepatites A, B, C e D no País nos últimos anos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil notificou 718.651 casos confirmados de hepatites virais entre 2000 e 2021, sendo 168.175 (23,4%) de hepatite A; 264.640 (36,8%) de hepatite B, 279.872 (38,9%) de hepatite C e 4.259 (0,6%) de hepatite D.

Em relação aos óbitos, a hepatite C é o tipo que mais provoca mortes no Brasil: foram 62.611 entre 2000 e 2020, o que representa 76,2% do total de vítimas no período, entre as demais hepatites. No total, aproximadamente 82,1 mil pessoas morreram no País de hepatite viral nas duas décadas citadas, segundo o Ministério da Saúde.

Conheça os tipos

As hepatites virais se diferenciam por tipos A, B, C – mais comuns – e D, cujos casos são mais frequentes no norte do País. Há ainda o tipo E, mais raro no Brasil e mais habitual em países da África e da Ásia.

Cada uma é transmitida por um tipo de vírus diferente, mas, como o nome pressupõe, todas provocam lesões no fígado.

As consequências ocasionadas pelas hepatites virais, como infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites, matam cerca de 1,4 milhão de pessoas por ano no mundo. O Brasil é um dos países signatários da estratégia global de afastar as doenças da condição de problema de saúde pública até 2030.

SUS tem vacinas e medicações

A boa notícia é que para algumas das hepatites existem vacinas e medicações que tratam e curam a doença: ambas podem ser adquiridas de forma rápida, acessível e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assim como diagnósticos para detectar o vírus. Quanto mais rápidos e precoces forem feitos os exames, menores são as chances da doença, que é sexualmente transmissível, se espalhar.

“Hepatite C é causa de hepatocarcinoma, de necessidade de transplante e leva a óbitos. Por meio do SUS, é possível reduzir esse importante problema de saúde pública”, afirmou o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, durante o evento de lançamento da campanha.

Mulheres devem proteger a gravidez realizando testes no pré-natal. Na hepatite B, é possível evitar a transmissão para o bebê. No caso da hepatite C, o tratamento deve ser feito depois do parto.

Situações de risco

Os dados do Ministério da Saúde indicam que a hepatite C apresenta maior taxa de detecção em indivíduos acima dos 40 anos. Mas existem situações que colocam as pessoas dentro do grupo de risco, entre elas:

. Ter realizado procedimento de hemodiálise
. Diabetes ou hipertensão
. Procedimentos invasivos (estéticos ou cirúrgicos) sem os devidos cuidados de biossegurança
. Transfusões sanguíneas antes de 1993
. Compartilhar objetos para o uso de drogas


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