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O lubrificante do motor dura mais em um carro que trafega pouco?

Esses produtos se degradam mesmo com o veículo desligado, por causa da oxidação, alerta especialista

2 minutos, 12 segundos de leitura

11/01/2022

lubrificante do motor
Foto: Getty Images

A adoção do home office por muitas pessoas durante a pandemia gerou várias dúvidas sobre a manutenção dos carros. Como boa parte dos motoristas deixou de trafegar com frequência, muitos se perguntaram sobre a possibilidade de adiar a troca do óleo de motor

Simone Hashizume, diretora de lubrificantes da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), afirma que o proprietário do veículo não deve fazer isso. 

“O lubrificante se degrada mesmo com o motor desligado, por conta da oxidação”, alerta. “É preciso observar o limite estabelecido no manual do proprietário do veículo, que estabelece a troca do óleo do motor em função da quilometragem percorrida (geralmente 10 mil quilômetros) ou do tempo – 1 ano, normalmente –, o que ocorrer primeiro.”   

A especialista lembra ainda que existem duas situações bastante prejudiciais ao motor: o anda e para no trânsito pesado e os trajetos curtos, nos quais o motor do carro não atinge a temperatura ideal de funcionamento: “É importante observar que essas são consideradas condições severas de uso.” 

Embora a maioria das pessoas associe vias com muita poeira, utilização do carro sempre com a lotação máxima e terrenos muito irregulares à degradação do veículo, há outros tipos de uso severo

“Trajetos curtos, permanecer por longo período em marcha lenta ou uso frequente em tráfego pesado em cidades com temperaturas elevadas (acima de 30°C, por exemplo) são considerados como uso severo, e quem utiliza o veículo nessas condições deve substituir o óleo do motor em intervalos mais curtos, seguindo a orientação da montadora.”

Cuidados adicionais com o lubrificante do motor

A diretora de lubrificantes da AEA faz outras duas recomendações importantes: a primeira sobre o filtro de óleo

“O filtro deve ser substituído a cada troca de óleo, já que a sua função principal é reter impurezas e pode ficar saturado. Além disso, se o lubrificante for substituído sem a troca do filtro, o óleo antigo que permaneceu no filtro vai contaminar o produto novo, prejudicando o desempenho do lubrificante que acabou de ser colocado”, afirma.

A segunda recomendação diz respeito aos aditivos. Simone Hashizume explica que os lubrificantes modernos já possuem esses componentes em sua formulação, então é desnecessário acrescentar qualquer produto. 

“Os óleos de motor são produtos muito equilibrados em suas diversas propriedades”, afirma. “Assim, acrescentar um aditivo pode prejudicar esse equilíbrio e, em casos extremos, até provocar algum dano ao motor.”

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