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Embaixadores

Carlos Mira

Fundador e CEO do TruckPad, maior plataforma de conexão entre caminhoneiros e cargas da América Latina. Foi presidente da Associação Brasileira de Logística (Aslog) e é autor do livro Logística, o Último Rincão do Marketing.

Meios de transporte

Brasil conectado: a onda digital chega às estradas

Algumas empresas ainda cometem o erro de acreditar que os caminhoneiros não têm acesso à tecnologia e que não são conectados

28/09/2020 - 3 minutos, 11 segundos


onda digital: Caminhão na estrada durante o dia
Foto: Getty Images

“O Brasil conta hoje com mais de 3,5 milhões de motoristas de caminhão que são responsáveis por, literalmente, movimentar um setor que representa, na economia nacional, mais de US$ 100 bilhões por ano. Os números não me deixam mentir sobre o quanto esse setor faz parte do PIB brasileiro. Hoje, o modal rodoviário é responsável por mais de 65% de toda a carga transportada no País. 

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Diante desse tamanho, é inegável que a logística é um setor que guarda seus desafios. Garantir estoques abastecidos com perfeita circulação de mercadorias, carregamentos e entregas exige planejamento, organização e um rígido controle virtual. Parte importante dessa tarefa se dá pela comunicação efetiva entre indústria, comércio, transportadoras e os caminhoneiros nas estradas.

Já temos, agora, produtos e serviços que estão presentes digitalmente nas rodovias, mas ainda de maneira tímida e incipiente. O verdadeiro tsunami digital vai invadir as estradas brasileiras em breve, assim como o delivery se apossou dos centros urbanos com a chegada da entrega last-mile de comida e de compras em supermercados.

O próximo passo é, de fato, o abastecimento do setor rodoviário por sites que os atendam. Contudo, algumas empresas ainda cometem o erro de acreditar que os caminhoneiros não têm acesso à tecnologia e que não são conectados –  inclusive, esse foi o segmento que escolhi para empreender após 35 anos de carreira na transportadora da família. Hoje, temos diversas tecnologias que fazem parte do dia a dia desses executivos nas autopistas, como os aplicativos que os conectam a sua próxima carga e os meios de pagamento digitais de fretes.

Trazendo a discussão especificamente para o contato entre a indústria fornecedora de peças e serviços e os caminhoneiros – já superconectados –, fica claro que esses profissionais não têm todas as suas necessidades percebidas e atendidas durante suas longas viagens. Os heroicos consumidores das estradas, heavy users de pedágios, diesel, peças, borracharias e todo o ecossistema que move o setor de transporte, ainda não foram alvos digitais dos fornecedores que abastecem as estradas brasileiras.

Os consumidores viajantes que têm seus interesses específicos, gostos peculiares e fazem parte de um dos mais lucrativos mercados consumidores aqui, no Brasil, seguem despercebidos e a indústria persiste com estratégias falhas para chegar até eles. 

O que leva a isso? O grande preconceito de que os caminhoneiros são alienados no mundo. O que muitos não perceberam ainda é que eles também se transformaram e evoluíram digitalmente e quem ficou para trás foram seus fornecedores, produtos e serviços. São esses provedores que precisam melhorar sua estratégia de comunicação, se adaptando e implementando soluções digitais atualizadas para um relacionamento interativo e customizado com esse admirável grupo de consumidores.

Essa foi uma das soluções implantadas pelo TruckPad Pay, carteira digital voltada para o público caminhoneiro que facilita, digitalmente, o pagamento e o acesso a uma série de serviços e produtos nas estradas. Além disso, a forma como as empresas de transportes fazem o pagamento do frete a seus motoristas também é bastante conveniente. 

O sucesso dessa carteira digital recém-lançada é a prova de que os caminhoneiros demandam serviços pensados neles e que aderem, sem hesitar, às inovações para o seu dia a dia. E é nessa onda digital, que varre o analógico das estradas, que a indústria poderia surfar para se conectar de maneira customizada com seu público. Os caminhoneiros já se atualizaram tecnologicamente e estão consumindo intensamente seus pacotes de dados nas autopistas. Agora é a hora de seus provedores de produtos e serviços também acelerarem nessa estrada virtual.”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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