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Embaixadores

Marcelo Nunes

CEO do Grupo PareBem.

Meios de transporte

Mobilidade democrática e sustentável

O estacionamento rotativo público deve ser visto como um agente de transformação positivo das cidades quando falamos de mobilidade urbana e conservação do meio ambiente, entre outros fatores

15/09/2020 - 2 minutos, 57 segundos


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Foto: Divulgação Grupo PareBem

Grandes e médias cidades no Brasil têm adotado o sistema de estacionamento público rotativo. Algumas já fazem isso há bastante tempo. Trata-se de uma política pública afirmativa, em favor da mobilidade urbana, pois contribui para melhorar a fluidez do tráfego, subir os indicadores de sustentabilidade, garantir a ocupação democrática dos espaços públicos, além do impacto, com melhores resultados, para o comércio e os prestadores de serviços.

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O estacionamento do futuro

Nos centros das grandes cidades, a frota de veículos passa boa parte do tempo circulando à procura de uma vaga. O motorista que busca um lugar para estacionar na rua admite circular por até 15 minutos, em média, até achá-la, de acordo com estudos de Donald Shoup, professor americano especializado em mobilidade urbana. Se não encontra um lugar para deixar o carro, esse motorista simplesmente vai embora.

E essa desistência significa que um produto ou serviço deixou de ser consumido (alguns estudos afirmam que o volume de vendas em áreas com estacionamento público rotativo aumenta em até 30%), gerou trânsito durante essa jornada, sem falar no estresse e na frustração criados.

É fácil constatar que grandes e médias cidades brasileiras sem um sistema de operação do estacionamento rotativo público não conseguem acomodar a frota circulante à quantidade de vagas.

E isso acontece não só pela quantidade de veículos mas também pelo uso ineficiente dos espaços. O resultado é ruim para motoristas, pedestres, comércio e serviços. Sobra até para o meio ambiente.

Tecnologia como aliada

Atualmente, é bem mais fácil para os municípios adotar tecnologias que ajudam no controle e gerenciamento das políticas estabelecidas para os estacionamentos públicos rotativos.

E isso abrange desde sistemas que garantem conveniência para os usuários localizar vagas disponíveis – imagine a possibilidade de saber, por meio de aplicativo, se há vagas disponíveis no destino – até meios de pagamento digitais, usualmente por aplicativos, como recentemente anunciou a Prefeitura do Rio de Janeiro, que pretende adotar o sistema ainda neste ano, além de outras alternativas.

Com apoio da informatização do sistema de estacionamento rotativo, os departamentos de trânsito das cidades passam a contar com uma ferramenta efetiva para monitorar, em tempo real, o uso das vagas e a movimentação nas diferentes regiões das cidades – o que dá subsídios para a rápida intervenção em casos de urgência e adequação das políticas e ações para facilitar a mobilidade.

Fiscalização

Outras ferramentas de tecnologia possibilitam fiscalização da regularidade dos veículos estacionados. A adoção de sistemas digitalizados substituiu – nas cidades pioneiras na implantação do estacionamento público rotativo – os conhecidos talões da Zona Azul.

Além do claro benefício para os usuários, com um sistema mais rápido, fácil e confiável, isso também evitou a falsificação desses cartões, além de garantir transparência total ao processo de arrecadação com o sistema, o que assegura a destinação dos valores apurados ao município, que, por sua vez, terá maior fôlego financeiro para investir em melhorias na qualidade de vida dos municípios.

Dessa forma, o estacionamento rotativo público precisa ser visto como um agente de transformação positivo das cidades quando falamos de mobilidade urbana, conservação do meio ambiente, apoio aos negócios locais e melhoria na qualidade de vida de moradores e turistas.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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