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Meios de transporte

Veículos elétricos ganham espaço na gestão de rodovias

Modelo movido a bateria já vem sendo utilizado nas inspeções da concessionária CCR ViaOeste

01/06/2020 - 2 minutos, 58 segundos


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Uma hora na tomada assegura pelo menos 250 km de autonomia. Foto: Divulgação

A utilização de veículos elétricos para reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera é uma tendência crescente em todo o mundo – e que deve ganhar força nos próximos anos por conta de legislações mais restritivas em relação aos combustíveis fósseis.

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A adoção da nova tecnologia exige o desenvolvimento de todo um ecossistema. Isso inclui desde questões práticas de infraestrutura, como a instalação de estações de recarga, até a disseminação de informações e conhecimentos.

Foi com o objetivo principal de ganhar experiência que a CCR ViaOeste, concessionária que administra o sistema Castello-Raposo, em São Paulo, introduziu há um ano e meio na frota de veículos de inspeção das rodovias um modelo 100% elétrico, o BYD T3.

Custo operacional

Percorrendo cerca de 10 mil km por mês, o utilitário, tipo furgão, confirma a viabilidade do uso dessa tecnologia para as operações rodoviárias. “Embora o investimento inicial seja maior em relação às picapes a diesel, o custo operacional compensa”, conta Carlos Costa, gerente de Operações da CCR ViaOeste.

Além do combustível que deixa de ser utilizado, bem mais caro que a energia elétrica na comparação por km rodado, o modelo não requer o mesmo nível de manutenção de um veículo a combustão, explica Costa.

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Com capacidade de aceleração rápida em saídas do acostamento para a pista, uma das necessidades da operação na rodovia, o modelo tem autonomia para rodar entre 250 km e 300 km, dependendo do regime de uso e do tráfego – mais do que suficiente para operações baseadas em rotas curtas. Uma hora na tomada de alta tensão é suficiente para carregar completamente o veículo.

Peculiaridades da experiência com o modelo elétrico têm sido compartilhadas pela CCR ViaOeste com as demais concessionárias do grupo. Um exemplo é a solução para o caso de o veículo sofrer uma pane e precisar ser rebocado, pois, nessa situação, há o bloqueio das rodas.

Desenvolveu-se uma espécie de patim, que permite mover o carro sem danos. Além disso, segundo Costa, as equipes de resgate foram treinadas para saber como proceder frente a um acidente. “Com o carro elétrico, os protocolos são diferentes devido aos riscos de choques”, lembra o gerente.

Alternativa para o futuro

A oferta e as vendas de veículos elétricos estão em expansão ao redor do mundo. No ano passado, os mercados da União Europeia absorveram 91 mil automóveis movidos puramente por bateria, salto de 76,5% sobre as vendas de 2018.

No Brasil, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas no ano passado foram de 11,8 mil veículos elétricos ou híbridos/ elétricos, 0,4% do total de automóveis e veículos comerciais leves comercializados no País.

O desempenho representou um crescimento de 200% em relação às 3,9 mil unidades entregues no ano anterior. Esses números tendem a crescer gradualmente ao longo da década, considerando-se o horizonte de provável restrição de venda de veículos movidos a combustíveis fósseis.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, no início de fevereiro, projeto de Lei que não permitirá venda de veículos novos com motores a gasolina ou diesel a partir de 1º de janeiro de 2030. A proposta segue em tramitação.

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