Meios de transporte

Chevrolet Onix voltará a ser produzido no Brasil após cinco meses sem chips

Montadora mais afetada no Brasil pela crise dos chips, GM retomará produção dos Chevrolet Onix e Onix Plus com meta de recuperar suas perdas

3 minutos, 24 segundos de leitura

14/08/2021

Por: Vagner Aquino

Sem Onix nas lojas, Chevrolet vende menos do que 6 fabricantes. Crédito:Chevrolet/Divulgação

Fechada desde o fim de março por causa da crise dos chips, a fábrica da General Motors em Gravataí (RS) vai retomar suas atividades na próxima segunda-feira (16). A reabertura permite à montadora a retomada da produção do Chevrolet Onix e do Onix Plus, que chegam já como linha 2022. Serão, no total, três diferentes conjuntos mecânicos (1.0 MT6, 1.0 Turbo MT6 e 1.0 Turbo AT6) e seis níveis de acabamento. A fabricante quer, agora, retomar os bons números de vendas do modelo.

A GM é, de longe, a montadora mais afetada no Brasil pela falta do componente. Desde o início deste ano, chegaram ao País os primeiros impactos da escassez de semicondutores, decorrente da pandemia da Covid-19. Isso, no entanto, forçou fábricas do mundo inteiro a parar as atividades ao longo de 2020. Em 2021, essa conta chegou por aqui, e, desde o fim de março, a fabricante paralisou o complexo industrial automotivo de Gravataí.

Dessa maneira, o Chevrolet Onix, carro mais vendido do País desde 2015, simplesmente saiu das linhas de produção. E, contudo, começou a faltar nas lojas. Como resultado, as vendas despencaram e, em julho, o hatchback, que vendia milhares de unidades todo mês, somou menos de 1.400 emplacamentos.

Retomada da liderança?

A expectativa da marca é retomar os bons números de vendas e – quem sabe – a liderança do hatch ainda em 2021. Questionada pelo Jornal do Carro sobre estimativas mensais de produção da dupla Onix e Onix Plus para os próximos meses, a GM não divulga números. Entretanto, dá para afirmar que a volta do modelo vai mexer com a lista dos mais vendidos do mercado. O ranking, contudo, vem sendo pautado quase que exclusivamente pela disponibilidade.

Chevrolet
Chevrolet/Divulgação

“O Onix é o carro preferido do consumidor brasileiro, e o retorno da produção é importante, pois vamos começar a atender aos milhares de clientes que aguardam pelo produto nas concessionárias Chevrolet pelo País”, diz Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul, em comunicado emitido pela marca.

Queda na Chevrolet e no mercado geral

A suspensão das atividades da fábrica de Gravataí fez com que aproximadamente 50 mil unidades de Onix e Onix Plus deixassem de ser vendidas. Contudo, cabe lembrar que os emplacamentos do Tracker – que vinha muito bem posicionado no segmento de SUVs – também foram bastante afetados. Sua fabricação também parou na planta da GM no ABC paulista e, por isso, vendeu só 244 unidades no mês passado. A marca, em julho, ocupou a sétima posição do ranking geral. Foram, apenas, 5,8% de participação no mercado de automóveis e comerciais leves.

chevrolet tracker
Chevrolet/Divulgação

Mas isso não é exclusividade da GM. A crise dos chips afeta diversas outras fabricantes de veículos no Brasil. De acordo com a Anfavea, associação das fabricantes do País, entre 100 mil e 120 mil veículos ficaram de fora da produção nacional no primeiro semestre por causa da falta de semicondutores.

Até a Toyota parou

A mais recente paralisação – que, aliás, surpreendeu o mercado – foi anunciada pela Toyota. Por escassez de componentes, a marca japonesa foi obrigada a suspender suas atividades nas fábricas de Sorocaba e Porto Feliz, ambas, no interior de São Paulo. Portões ficarão fechados entre os dias 18 e 27 de agosto.

Nesse sentido, em Sorocaba, a Toyota vai interromper a produção da linha de compactos Yaris (hatch e sedã), além do Corolla Cross. O Etios, que já foi aposentado no mercado brasileiro, mas continua sendo feito para exportação, também deixará de ser montado pela fabricante no período. Em Porto feliz, todavia, a Toyota para de produzir os motores 1.3 e 1.5 (usados por Yaris e Etios), bem como o 2.0 16V da linha Corolla ? todos flexíveis.

Toyota
Toyota/Divulgação

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