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Meios de transporte

VUCs avançam com as restrições de circulação nas cidades

Modelos variam de picapes leves a caminhões médios e tendem a vender mais com a recuperação da economia

Lucia Camargo Nunes

08/10/2019 - 2 minutos, 42 segundos


Os VUCs ganharam espaço na cidade como antídoto ao trânsito de veículos maiores. Fotos: Divulgação

O mercado dos Veículos Urbanos de Carga, os VUCs, cresceu como antídoto ao trânsito de veículos maiores nos grandes centros urbanos. Surgiu com as restrições impostas, como as da prefeitura de São Paulo a partir de 2008. Inclui desde comerciais leves, como picapes e furgões, a pequenos caminhões que chegam a ter 15 toneladas de peso total.

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A frota de veículos comerciais leves é de 5,3 milhões de unidades até 2018, com expectativa de aumentar 3,5% este ano, de acordo com um estudo do Sindipeças, o sindicato que representa as indústrias de componentes. 

Pelos números da Fenabrave, a associação que reúne os distribuidores de veículos no país, os VUCs tiveram uma alta de vendas de 8,5% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, com pouco mais de 183 mil unidades emplacadas.

Marcos Andrade, gerente de marketing e estratégia de caminhões da Mercedes-Benz, afirma que o segmento sofreu muito com a redução de consumo no País, em relação há seis anos. “Com a recuperação da economia, esse mercado tem um potencial imenso.” 

Para ele também haverá uma renovação de frota. “A gente acredita que esse ciclo esteja chegando ao fim e, aos poucos, inevitavelmente, as empresas vão precisar de uma renovação, e esse segmento deve ter um impulso”, estima.

VUCs vão desde as picapes pequenas

Denominados comerciais leves a caminhões médios, os VUCs vão desde as picapes pequenas, hoje representadas pela Fiat Strada (vendeu até agosto pouco mais de 50 mil unidades e detém 58% de market share), seguida pela Volkswagen Saveiro (31%) e Chevrolet Montana (10%). 

VUC Fiat Strada
O VUC Fiat Strada detém 58% de market share

Das picapes médias, a mais vendida é a Fiat Toro (40 mil vendidas até agosto e 30% de participação). Seguida da Toyota Hilux (20%), Chevrolet S10 (15%) e Ford Ranger (10%). Os números são da Fenabrave.

Dos furgões pequenos, a Fiat Fiorino domina o mercado com 86% de market share (10,9 mil unidades). Os furgões maiores, mais distribuídos, são representados pelo Renault Master (26%), Fiat Ducato (15%) e Hyundai HR (10%).

Caminhões semileves, leves e médios

Entre os modelos de VUCs inseridos já como caminhões, os leves são os mais vendidos. Levando como base a restrição adotada em São Paulo, eles devem ter no máximo 2,20 metros de largura e 7,20 m de comprimento.

Os semileves, são aqueles com Peso Bruto Total (PBT) de 3,5 toneladas a 6,5 toneladas. Já os leves, vão até 9,2 toneladas. E os caminhões médios chegam a ter PBT até 15 toneladas.

VUC Mercedes-Benz Sprinter
O VUC Mercedes-Benz Sprinter está entre os caminhões semileves mais vendidos no Brasil

Entre os caminhões semileves, os mais vendidos no Brasil estão os Mercedes-Benz Sprinter, Volkswagen Delivery e Iveco Daily. Dos leves, VW Delivery, Mercedes-Benz Accelo, Iveco Daily e Hyundai HD. E entre os caminhões médios, os destaques são os VW Delivery e Mercedes-Benz Atego.

Modelos Ford Cargo, F350 e F4000 também tinham boas vendas, mas deixaram de ser produzidos depois que a fabricante decidiu fechar as portas da planta de São Bernardo do Campo (SP). 

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