Voltar
Mobilidade para quê?

Voltz EV1: veja como é rodar com a scooter elétrica no trânsito paulistano

Avaliamos a primeira scooter movida a eletricidade produzida pela startup pernambucana Voltz Motors pelas ruas e avenidas de São Paulo; assista o vídeo

Arthur Caldeira

25/10/2020 - 3 minutos, 39 segundos


scooter-eletrica-voltz-ev1
Modelo chega a 60 km/ e vai bem nas ruas calmas, mas sofre em avenidas de trânsito rápido e nas ladeiras. Fotos: Marco Ankosqui

A Voltz Motors apresentou sua primeira scooter elétrica EV1 no final do ano passado. Desenvolvida para o mercado brasileiro, a EV1 tem seus componentes fabricados na China, mas é montada pela Voltz no Brasil.

Leia mais:
Notícia no Seu Tempo: Especial Mobilidade
Nova moto elétrica 'inteligente', Voltz EVS está em pré-venda a partir de R$ 15.900
Por que adiamos o Plano de Mobilidade Urbana?

Já foram vendidas cerca de 1.400 unidades da EV1 desde então. O sucesso animou a Voltz Motors a abrir sua segunda loja conceito no País, desta vez na capital paulista, no final de setembro. Já havia uma em Recife (PE), desde novembro de 2019.

Rodamos, durante uma semana, com a scooter elétrica EV1 pelas ruas e avenidas de São Paulo, para responder o que muitos querem saber: como se sai uma scooter elétrica no trânsito paulistano? Confira no vídeo abaixo!

A EV1 não tem nada a ver com aqueles patinetes elétricos, que até rodam pelas ciclovias. Tem cara e porte de uma scooter a gasolina. É preciso ter carteira de habilitação para motos. Ela tem que ser emplacada, paga seguro obrigatório e licenciamento, mas tem desconto no IPVA em alguns estados.

Motor elétrico

Com desenho futurista, a EV1 tem faróis, piscas e lanterna em LED. Conta até com sistema de som Bluetooth, com dois alto-falantes. O painel digital informa velocidade máxima, temperatura, aceleração e a carga da bateria de íons de lítio que alimenta o motor elétrico.

Instalado na roda traseira o motor de 1800 W pode levar a scooter até 60 km/h de velocidade máxima, no plano. Ainda tem três modos de pilotagem, que limitam a velocidade para garantir maior autonomia à bateria.

Segundo a Voltz, a autonomia é de cerca de 60 quilômetros. O que parece bem próximo do real. Rodei cerca de 30 quilômetros e o nível caiu duas barrinhas das cinco existentes. Mesmo enfrentando o trânsito de São Paulo.

A bateria pode ser carregada na própria scooter, ou ainda dá para retirar e carregar numa tomada comum. Mas vale dizer que a retirada não é assim tão simples e a bateria é bastante pesada. Mesmo. Uma carga completa leva cinco horas.

Apesar do porte, o desempenho da EV1 assemelha-se a de um ciclomotor, as populares cinquentinhas. Só que sem poluir e sem gastar nada no post de combustível.

Falta ‘força’ em ladeiras

O motor elétrico consegue acompanhar o trânsito em ruas mais tranquilas e avenidas como a Paulista, onde a velocidade máxima é de 50 km/h. Mas não dá para encarar uma Marginal, por exemplo.

Outra questão são as ladeiras. Se você estiver parado ela não tem muito torque e demora a acelerar. Em movimento, falta potência e a velocidade cai pela metade. O jeito é manter-se na pista da direita e ter paciência.

Já o conjunto ciclístico surpreendeu, mesmo com as rodas pequenas aro 12. As suspensões, até pela EV1 não atingir velocidades tão altas, foram muito bem mesmo nas ruas mais irregulares.

Na frente tem um garfo telescópico com bom curso e, na traseira, dois amortecedores. Os freios a disco nas duas rodas são eficientes, mas não oferecem sistema combinado nem ABS.

Opção para trajetos curtos

No geral, a scooter elétrica EV1 se saiu bem na capital paulista. Talvez não seja a melhor escolha para aqueles que moram mais distante do trabalho, ou nas cidades da região metropolitana ao redor de São Paulo. Pois não dá para pegar uma rodovia, como a Dutra, que vem de Guarulhos, por exemplo, com a EV1. Seria arriscado.

scooter-eletrica-voltz-ev1
Voltz EV1 é vendida online e entregue na casa do cliente. Foto: Marco Ankosqui

Mas pode ser uma boa opção para quem mora mais perto do trabalho e não aguenta mais ver seu dinheiro ser “queimado” no trânsito. Para trajetos curtos, de até 10, 15 quilômetros em avenidas com a velocidade máxima de 60 por hora, a EV1 é uma alternativa de mobilidade interessante: não polui, o custo com “combustível”, ou seja, para recarregar a bateria é baixo; e a manutenção de uma moto elétrica se resume aos pneus, freios e os impostos anuais.

A EV1 é vendida exclusivamente pelo site da Voltz Motors em oito opções de cores. O preço é de R$ 9.490 mais o frete, porque a scooter é entregue na sua casa. Na loja conceito e nos showrooms também é possível fazer um test-ride.

De 1 a 5, quanto esse artigo foi útil para você?
Quer uma navegação personalizada?
Cadastre-se aqui
0 Comentários

Você precisa estar logado para comentar.
Faça o login