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Mobilidade com segurança

Maio Amarelo: atenção plena e convivência empática

Com o tema “Respeito e Responsabilidade. Pratique no Trânsito”, o objetivo do movimento é refletir sobre atitudes da sociedade que promovem um tráfego mais seguro

3 minutos, 24 segundos de leitura

06/05/2021

Por: Patrícia Rodrigues

mote do movimento Maio amarelo
Foto: Divulgação ONSV

Desde 2014, os números de mortes no trânsito, no Brasil, estão caindo, ano após ano. Dentre alguns fatores, um muito importante foi a criação do Movimento Maio Amarelo, em 2014, para chamar a atenção para o alto índice de óbitos e feridos nas ruas, rodovias e estradas em todo o mundo e também estimular a participação de população, empresas, governos e entidades, com ações coordenadas entre o Poder Público e a sociedade civil.

Desde o início do movimento, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV)com quem o Estadão firmou parceria para dar cada vez mais visibilidade à questão da segurança viária –, instituição social sem fins lucrativos, prepara as campanhas do Maio Amarelo. Neste ano, o tema é Respeito e Responsabilidade: Pratique no Trânsito, e tem como apoiadores e parceiros centrais a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e o Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem no Transporte (Sest/Senat).

Além de vídeos e ações diversas, a campanha mostra 23 imagens que ajudam a refletir sobre atitudes que colaboram para um tráfego seguro. “Se nada tivesse sido feito e com o número de mortes crescente até 2014, chegaríamos, em 2019, a quase 54 mil óbitos por ano. Ou seja, estamos ‘economizando’ cerca de 82 mil vidas nos últimos cinco anos, prováveis vítimas fatais”, revela José Aurelio Ramalho, diretor- presidente do observatório. “O slogan mostra bem nossa atual vivência: muita impaciência e intolerância”, explica Ramalho. “É preciso parar e refletir como o trânsito representa esse estado de espírito. Por isso, o Maio Amarelo quer fazer pensar: será que é preciso ser assim?”, diz Ramalho.

Mesmo com as ações para que todos os públicos – pedestres, ciclistas, motoristas, passageiros e motociclistas – respeitem as regras ocorrendo em ambiente virtual, o engajamento precisa continuar: o País detém a quarta posição entre os que mais perdem vidas em acidentes viários no mundo, conforme estudo de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), atrás apenas da China, Índia e Nigéria. “Apesar de ainda ocuparmos os primeiros lugares no total de mortes, sabemos que mudar o comportamento das pessoas é uma das tarefas mais difíceis”, reconhece Ramalho.

Vários fatores ajudam a salvar vidas

Os sinistros de trânsito são um evento complexo, influenciado por aspectos que vão desde o comportamento humano até as questões da via e as condições dos veículos. Por isso, entre as prováveis causas da redução de mortes ao longo dos últimos anos, estão:

  • Políticas públicas voltadas aos usuários não motorizados, com o planejamento urbano priorizando o transporte cicloviário, a implantação de ciclovias e de ciclofaixas e o incentivo ao uso da bicicleta;
  • Transporte público (ônibus): tecnologias para o controle mais efetivo da velocidade; treinamento e capacitação voltados aos condutores profissionais;
  • Legislação: obrigatoriedade do farol aceso em rodovias, novas regras para a condução de caminhões (exame toxicológico) e o aumento do valor das multas;
  • Renovação da frota e obrigatoriedade do air bag e ABS em veículos novos de fábrica;

Fonte: ONSV

Foto: Divulgação ONSV

Você sabia?

  • Maio tornou-se referência mundial ao balanço das ações que o mundo inteiro realiza: em 11 de maio de 2011, a ONU decretou a Década de Ação para Segurança no Trânsito (2011–2020);    
  •  Entre as diretrizes, os países-membros se comprometem a estabelecer metas de desempenho para a segurança. A Segunda Década começa neste ano e vai até 2030;
  • Amarelo simboliza atenção e também a sinalização de advertência no trânsito.

Números

  • 2019 teve o menor número de mortes (31.945) no trânsito desde 2001 (30.524);
  • Redução de 2% no total de sinistros de trânsito, em relação a 2018 (32.655);
  • Quatro das cinco regiões registraram queda no total de mortes: Nordeste (-4%), Centro-Oeste: (-3%), Sudeste: (-1,4%), Sul: (-1%) e Norte: (+0,1%).

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