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Mobilidade para quê?

Avanço do MaaS no Brasil: desafios e oportunidades

Abertura de dados do transporte pelas cidades abre diversas possibilidades

2 minutos, 11 segundos de leitura

29/06/2022

Participaram desse painel: Pedro Somma (MaaS), Thiago Piovesan (Índigo), a moderadora Sílvia Barcik (ABVE), Douglas Tokuno (Waze Carpool) e Pedro Palhares (Moovit). Foto: Connected Smart Cities

O avanço da mobilidade como um serviço, conhecida pela sigla MaaS, foi o tema do painel moderado por Silvia Barcik, diretora de mobilidade da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A conversa reuniu especialistas como Pedro Somma, chief strategy officer (CSO) da MaaS Global, empresa criadora do conceito de MaaS e que adquiriu, neste ano, a Quicko; Pedro Palhares, gerente-geral da Moovit no Brasil; Thiago Piovesan, CEO do Grupo Índigo; e Douglas Tokuno, head de parceria do Waze Carpool.

Palhares explicou o papel da Moovit, empresa israelense adquirida pela Intel e que atua, por meio de um aplicativo gratuito de mobilidade urbana, fornecendo informações de transporte público e de navegação, e já funcionando no segmento de mobilidade como serviço.

O representante da MaaS falou das funcionalidades do app Quicko – que traça rotas e combina transporte público com bicicletas compartilhadas, táxis ou carros de aplicativo, além de fornecer itinerários e horários de transporte público – e em como a integração da plataforma com outros dados, quando estiverem disponíveis, abre múltiplas possibilidades aos usuários.

Piovesan trouxe ao debate o conceito que existe, hoje, de estacionamento – e, principalmente, o quanto ele precisa evoluir – e o que esse segmento pode agregar para as cidades e para os usuários. “A mobilidade está saindo dos carros particulares, e os estacionamentos estão se transformando em hubs de conexão, locais intermediários entre o ponto A e o B. E eles podem oferecer serviços e soluções de last mile, carregamento, dark kitchen, armazenamento, entre outros.

Mudança de comportamento

Mais do que a tecnologia, que já foi desenvolvida para dar suporte a essas transformações, as mudanças culturais são fundamentais. Tokuno falou da inviabilidade do sistema de carro particular para o trânsito nas cidades e a sustentabilidade, de maneira geral, colocando o compartilhamento como uma opção viável para esse desafio. “Cerca de 80% das ruas são ocupadas por carros, e a taxa média de ocupação por automóvel é de 1,2. É uma realidade que não faz sentido e não colabora para resolver os problemas das nossas cidades”, afirma.

Ainda falando de pessoas e mudanças de comportamento, o gerente-geral da Moovit explicou o papel das comunidades – redes de colaboradores da empresa que mapeiam as vias e reportam, de forma voluntária. “Nascemos como uma rede compartilhada: essa é uma das nossas características mais marcantes. E os serviços que nossa plataforma proporciona são de usuários para usuários”, disse Palhares.  (D.S.)

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