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Embaixadores

Fernando Ângelo

CEO da Sity Inc. e empreendedor com mais de dez anos de experiência nas áreas de logística e tecnologia

Mobilidade para quê?

Crescer em tempos de pandemia é o “novo normal”

Esse período transformou as condições do setor e trouxe mudanças significativas para quem se encontrava em plena expansão

22/09/2020 - 2 minutos, 53 segundos


mulher dentro de carro mexendo em aplicativo de celular
Foto: Getty Images

A recessão da economia causada pela pandemia do novo coronavírus atingiu todas as frentes do mercado nacional. Algumas mais que outras, mas, em geral, todos sentiram as dificuldades impostas pela nova forma com que a nossa sociedade passou a se relacionar.

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Em tempos normais, já seria difícil empreender e tomar decisões estratégicas, como as de expansão, principalmente em um mercado competitivo como o da mobilidade.

Foi dentro desse cenário que a Sity Inc., o primeiro app de transporte privado de passageiros totalmente brasileiro, decidiu que era hora de dar um passo a mais na consolidação da sua marca; afinal, muitas pessoas precisavam circular pelas ruas para manter o serviço essencial fluindo da maneira que a sociedade necessita e espera. Além disso, outras tantas pessoas estavam à procura de renda extra.

Esse período transformou as condições do setor e trouxe mudanças significativas para quem se encontrava em plena expansão: depois de conseguir consolidar sua praça de atuação em São Paulo e Rio de Janeiro, expandimos para outras dez cidades em 2020. Foram necessários senso crítico apurado e ousadia para investir na transformação da mobilidade de outras regiões, que já consideravam ter seus problemas resolvidos, principalmente com a atuação de concorrentes consolidados.

Segurança e conforto

Nesse segmento, é preciso pensar fora da caixa e focar naquilo que é essencial: a relação das pessoas com o transporte e todos os agentes envolvidos. Cuidar bem do motorista parceiro e do passageiro, oferecendo segurança e conforto, são nossas principais preocupações. Além disso, um motorista bem pago e descansado trabalha melhor e não oferece risco a ninguém que utiliza o serviço. Nós, enquanto empresa, precisamos nos certificar de que as decisões sejam tomadas com o objetivo de suprir a necessidade dos brasileiros de transportes com um preço apropriado e que também remunerem seus parceiros de forma justa. Só assim vamos prosperar no setor da mobilidade. 

Em 2019, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo IBGE, indicou que os aplicativos de transporte e entrega já eram os maiores ‘empregadores’ do País, mesmo antes da pandemia. Apesar de um cenário de crise e totalmente desfavorável à população como um todo, analisar as lacunas de empregabilidade surgidas no período e investir em inovação podem fazer a diferença neste momento. Nesse sentido, com tantas pessoas precisando trabalhar, mesmo em uma época em que a segurança e a desvalorização da profissão são uma realidade, por que não fazer parte da mudança e auxiliar essa parcela da população? Por que não criar novas opções para quem precisa se locomover?

A adversidade é o combustível da mudança. Uma mudança para todas as capitais do Brasil e mais 104 cidades estratégicas. O resultado disso é o dobro de motoristas no aplicativo, somando 40 mil ativos, além de uma lista de cadastro com fila de espera, e mais de 130 mil passageiros. Costumo dizer que a parte mais complicada é começar, mas, se aprendermos juntos e descobrirmos que nós somos o agente da mudança – e responsáveis pela melhoria da nossa esfera de influência –, aos poucos, é possível mudar o todo. Dessa forma, meu desejo é seguir sendo parte do que faz a diferença para o mercado de mobilidade.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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