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Embaixadores

Guilherme Cavalcante

CEO e fundador da Ucorp.App, primeira startup de tecnologia e soluções de mobilidade corporativa focada em veículos elétricos do Brasil.

Mobilidade para quê?

Grandes empresas apostam em mobilidade compartilhada e elétrica

“É o fim da cultura carrocentrista e o início da era do colaborador no centro, da mobilidade como serviço, do aumento de produtividade e da redução de custos.”

08/12/2020 - 3 minutos, 6 segundos


mobilidade urbana e elétrica
Imagem: Getty Images

Não é de hoje que o assunto mobilidade urbana vem tomando conta de agendas importantes em fóruns ao redor do mundo. Podemos afirmar que nunca, na história da humanidade, os debates sobre deslocamentos eficientes e sustentáveis ganharam tanta relevância e poder midiático. Podemos até fazer um paralelo com a última grande Revolução Industrial Brasileira, entre 1930 e 1953, quando houve enorme crescimento populacional nas metrópoles e ao redor das grandes indústrias e prédios comerciais, com milhões de pessoas em linhas de produção, em turnos e mais turnos operando 24 horas, sete dias da semana, e não foi pensado no impacto futuro dos deslocamentos desses milhões de trabalhadores. 

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Basta jogar palavras relacionadas ao tema no Google, e navegar por milhares de conteúdos, passando por eventos online focados em soluções para cidades, startups e novos negócios pipocando no ecossistema de empreendedorismo e tecnologia, relatórios e estudos que apontam a mobilidade corporativa, que hoje representa 60% dos deslocamentos, como epicentro de problemas de congestionamento, a famosa ‘hora do rush’, e de impactos ambientais mais nocivos, como poluição e aquecimento global. 

Por aqui, os impactos positivos da mobilidade eficiente no meio ambiente e na vida das pessoas são protagonistas de uma nova revolução, e da mudança de mentalidade na gestão das grandes empresas que operam no País e buscam parcerias com startups que os auxiliem a desenhar um plano de mobilidade corporativa (PMC), que tira o foco do veículo e traz um novo olhar de tecnologia aliada a serviços, dados e inovação para as estratégias de transformação digital em curso. O recente estudo da consultoria WRI, em parceria com o Instituto Parar, aponta que um plano eficiente de mobilidade corporativa pode diminuir em até 25% o trânsito em microrregiões, nas quais grandes empresas estão instaladas. E, com isso, trazer muitos benefícios, como permitir a redução da poluição e de acidentes e aumentar o espaço nas vias para implementacão de ciclofaixas e uso de outros modais. Além disso, trazer ganhos de produtividade, melhorias na saúde física e mental dos colaboradores e, ainda por cima, possibilitar a retenção de talentos, que, hoje, é o grande desafio de governança dessas corporações. 

Crescimento da frota

A prática de compartilhamento de veículos em frotas pode tirar até 14 carros a combustão de circulação por bairro de uma grande cidade. E a bola da vez – a mobilidade elétrica – já é uma opção para virar esse jogo. Um caso recente é o lançamento do VEC Itaú, sigla para veículo elétrico compartilhado, uma plataforma de mobilidade corporativa que vem agregar valor por meio de uma experiência inovadora, tecnológica, segura e sustentável, que pretende reduzir até 50% dos custos de deslocamentos dos mais de 40 mil funcionários do banco nas grandes cidades, além de estimular o mercado de veículos elétricos no Brasil. 

A frota de veículos eletrificados no Brasil é de 38.089 unidades, número que deve superar a marca de 41.000 até o encerramento deste ano, segundo dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), do Ministério da Economia, com um aumento de 221% na comparação com o segundo semestre de 2019. Os reflexos desse crescimento exponencial trazem uma nova perspectiva à indústria em que montadoras investem em protagonismo nessa nova economia de consumo consciente e aceleram os investimentos das empresas de energia, que vêm expandindo as redes de carregamentos rápidos e infraestrutura pública, tornando a eletrificação da mobilidade brasileira mais democrática e próxima da realidade mundial.”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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