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Plano prevê implantação de 670 km de ciclovias interligando a Baixada Santista

Por: Redação Mobilidade . 29/04/2023
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Plano prevê implantação de 670 km de ciclovias interligando a Baixada Santista

Segundo o projeto, custo seria de R$ 179 milhões, mas valor representaria apenas 5% dos investimentos em mobilidade na região

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29/04/2023

Por: Redação Mobilidade

Proposta prevê a construção de 406,6 km de ciclovias, além da requalificação de 263,4 km já existentes. Foto: Isabela Carrari / Arquivo da Prefeitura de Santos.

Um plano que tem como objetivo interligar as cidades da Baixada Santista prevê a implantação de 670 km de ciclovias na região. O projeto inclui os nove municípios: Santos, Cubatão, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Peruíbe, Mongaguá, Itanhaém e Bertioga, no litoral paulista.

Com o nome de Ciclovia Metropolitana da Baixada Santista, o plano integra ações de mobilidade na região. A apresentação do projeto foi durante o 2º Fórum Metropolitano de Mobilidade.

O fórum integra um programa de ações que visa reduzir impactos ambientais dos deslocamentos na região. Além disso, outro objetivo é reduzir as desigualdades sociais neste contexto.

Deste modo, a proposta prevê a construção de 406,6 km de ciclovias, além da requalificação de 263,4 km já existentes. Portanto, o total seria 670 km de malha cicloviária.

O projeto também inclui a implantação de 12 bicicletários e 2.600 paraciclos, com 50 vagas cada. Outro item que o plano traz é a instalação de 10 postos de monitoramento.

Assim, todo o projeto teria um custo de R$ 179 milhões, considerando toda a estrutura necessária. Contudo, o valor seria apenas 5% do total do plano de mobilidade. Afinal, o planejamento inclui um investimento de R$ 2,2 bilhões no transporte coletivo e R$ 1 bilhão em viário para automóveis.

Plano Regional de Mobilidade Sustentável

O Plano Regional de Mobilidade Sustentável, que engloba o planejamento de ciclovias, tem financiamento do programa Euroclima+. Trata-se do principal programa de cooperação da União Europeia sobre sustentabilidade ambiental e mudanças climáticas com a região latino-americana.

Neste caso, o programa financia o plano por meio da Agência Francesa de Desenvolvimento. Entretanto, para sair do papel, o plano depende da ação do Governo do Estado de São Paulo, assim como dos municípios da Baixada Santista.

Afinal, a iniciativa exigiria investimentos tanto do poder público estadual quanto municipal. Assim, ao final do 2º Fórum Metropolitano de Mobilidade, o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) assinou um pacto com os municípios da região para levar o plano adiante.

O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da região conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, com coordenação da Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM).

Embora a assinatura demonstra vontade política, o projeto ainda não tem data para sair do papel. Afinal, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável é composto por etapas: planejamento, diagnóstico, prognóstico, plano de ação e financiamento, participação e implementação.

Em primeiro lugar, é feita a coleta e análise de dados. Em seguida, a definição da visão e dos objetivos estratégicos. Na sequência, é definido o plano de ação, com a elaboração das medidas para a melhoria da mobilidade e acessibilidade.

O 2º Fórum Metropolitano de Mobilidade faz parte da etapa de implementação do plano, que é a fase final, com participação da sociedade civil, incluindo também audiências públicas e outras estratégias.

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