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Mobilidade para quê?

Tecnologia reduz em até 50% os gastos com transporte de funcionários

Soluções disponíveis favorecem melhor ocupação de fretados, reduzem número de viagens e incentivam carona entre colaboradores

4 minutos, 15 segundos de leitura

27/07/2022

Por: Mário Curcio

Empresas que contratam serviços de mobilidade corporativa já conseguem reduzir em até 50% os custos com deslocamento de funcionários. Foto: Getty Imges

Empresas que contratam serviços de mobilidade corporativa já conseguem reduzir em até 50% os custos com deslocamento de funcionários. Com a tecnologia disponível, esses serviços podem ocorrer no gerenciamento de fretados e na gestão centralizada de diferentes opções de transporte, como táxis e carros de locadora, por exemplo. Também é possível estimular a prática de caronas entre funcionários.

Os atrasos frequentes de um ônibus fretado e a familiaridade com o desenvolvimento de tecnologia foram alguns dos motivos que levaram um grupo de amigos a fundar em 2014 o Fretadão. A empresa presta serviços para 36 clientes, entre eles DHL, Ambev, Mercado Livre e Cielo, transportando todos os dias 16 mil passageiros em 180 cidades de 16 Estados.

“Nossa equipe cuida do monitoramento diário e em tempo real de todas as linhas usadas pela empresa. Fazemos uma análise constante dos itinerários, considerando novas admissões e demissões”, afirma Luís Henrique Diogo, analista de Marketing do Fretadão.

Com o trabalho de roteirização e a parceria de 40 transportadores e seus ônibus e vans, o Fretadão consegue reduzir os custos com transporte em até 50% pelo melhor aproveitamento dos veículos. A empresa contratante tem acesso a um painel de gestão.

E os colaboradores acompanham o fretado em tempo real por um aplicativo, que permite registrar o embarque por QR Code.

Há também o aplicativo para os transportadores. De acordo com o Fretadão, todas as empresas parceiras têm as licenças necessárias, passam por uma homologação presencial e os veículos recebem rastreador e sistema de telemetria capaz de detectar freadas e acelerações bruscas ou excesso de velocidade, por exemplo.

De acordo com Diogo, não há número mínimo de funcionários e também é possível utilizar o Fretadão como pessoa física. “O interessado informa os pontos de origem e destino e avaliamos a possibilidade de encaixe a partir de operações existentes.”

Táxis, locação e frota própria num só aplicativo

A gestão do transporte de funcionários também fez surgir o Mobicity, que integra em uma só plataforma as opções de táxi, carros de aplicativo, de locadora ou da frota interna de uma companhia.

“No momento em que o colaborador precisa de transporte, o aplicativo é que determina a melhor opção”, afirma Marcelo Sakai, CEO e fundador do Mobicity, que já tem mais de 100 clientes, entre eles Banco do Brasil, Enel, Petrobrás e Tim. Para aderir é preciso gerar ao menos 300 deslocamentos mensais.

“Com o Mobicity, a empresa consegue automatizar todos os processos de gestão, auditoria e pagamento dos transportes”, garante Sakai. O aplicativo também permite o compartilhamento de viagens automaticamente. Se dois funcionários pedem um táxi com ponto de partida e destino parecidos, o Mobicity identifica a possibilidade de compartilhamento e abre uma janela de diálogo entre eles.

A economia de R$ 1,2 milhão obtida pela Enel em um ano rendeu ao Mobicity um reconhecimento, em 2019, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Seu uso permitiu a redução de ociosidade na frota interna da Enel e o compartilhamento de corridas reduziu em 18% a quantidade de viagens.

As viagens aéreas serão incorporadas ao aplicativo em breve. “No futuro eu espero incluir também o transporte público. A perspectiva é ter tudo no Mobicity e atuar como um Google da mobilidade”, estima Sakai.

Carona incentivada e redução de CO2

As dificuldades de um grupo de jovens durante uma viagem pela América fizeram surgir o Bynd: “A experiência com as caronas me fez perceber o quanto a mobilidade nas cidades era ineficiente, pela baixa taxa de ocupação dos veículos”, afirma Gustavo Gracitelli, CEO e cofundador do aplicativo que incentiva a prática da carona entre os funcionários de uma empresa. Pelas contas do executivo, esse compartilhamento de viagens e trajetos já evitou a emissão de mais de 1.100 toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera.

Contratação do App Bynd
A contratação do Bynd é feita pelo empregador. Foto: Divulgação Bynd

“Em 2016 fechamos negócio com nosso primeiro cliente, mas em 2019 começamos a crescer mesmo”, afirma Gracitelli, que tem em sua base mais de 30 empresas e 45 mil usuários. O volume a partir de 250 colaboradores em uma cidade grande já seria suficiente para gerar caronas entre eles.

A contratação do Bynd é feita pelo empregador. É preciso que haja uma assinatura corporativa para que os trabalhadores possam utilizar o aplicativo. Segundo Gracitelli, o rateio do combustível ou outras despesas é feito informalmente entre os motoristas e seus caronas, que às vezes também estabelecem rodízios, alternando carros e motoristas a cada dia ou semana.

Além da redução de custo pelo compartilhamento, o Bynd traz como vantagem o acúmulo de pontos: “Em seis meses, uma pessoa que pega ou dá carona todos os dias consegue acumular 50 mil pontos Bynd, equivalentes a 5 mil pontos Livelo, o que já permite o resgate de uma passagem aérea”, diz Gracitelli.

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