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Mobilidade para quê?

Testamos o Letz, o carro por aplicativo fretado que leva passageiros ao trabalho

Para pessoas que vão ao escritório cinco vezes na semana, o app oferece corridas que chegam a custar 68% mais barato que outros aplicativos

4 minutos, 59 segundos de leitura

07/03/2022

Por: Marina Oliveira

O aplicativo intermedia viagens de passageiros que moram e trabalham próximos uns aos outros. Foto: Divulgação

Com o retorno do trabalho presencial, ainda que no modelo híbrido (a mistura de dias em casa com dias no escritório), voltamos a pensar na melhor maneira de fazer esse trajeto em menos tempo, com menos estresse, mais segurança e gastos equilibrados. O aplicativo de mobilidade corporativa Letz se propõe a fazer isso. Por isso, decidimos testar. 

A startup que criou a ferramenta começou as atividades em 2020, no início da pandemia de Covid-19. E lançou o app de olho nas empresas que não podiam manter seus funcionários em trabalho remoto, mas queriam oferecer um transporte seguro e confortável para eles. A área de atuação é a cidade de São Paulo e outras próximas, como as que compõem o Grande ABC, Barueri, Osasco e Guarulhos.

O que a Letz faz é intermediar viagens de passageiros que moram e trabalham próximos uns aos outros, traçando uma rota otimizada, que será feita com carro compartilhado. O motorista parceiro busca os dois ou três passageiros do carro na porta de casa e deixa cada um no trabalho. Sempre nos mesmos horários, na ida e na volta. 

Fizemos o teste no dia 9 de fevereiro, uma quarta-feira. Uma semana antes, esta repórter fez o cadastro pelo site da empresa, que pede o endereço de casa e do trabalho e os horários de entrada e saída. No meu caso, das 9h às 18h. Se você tiver flexibilidade de horários (eu tenho), fica mais fácil encontrar um carro fretado com início imediato. 

Também será preciso apontar quantos dias por semana pretende utilizar o transporte: de segunda a sexta, de três a quatro dias na semana ou menos de três dias. Aqui, é preciso dizer que a frequência de uso impacta diretamente no custo-benefício do aplicativo. O pacote mensal, que possibilita trajetos de segunda a sexta, custa R$ 869*. O preço é o mesmo para qualquer frequência de uso.

No meu caso, que estou indo ao escritório duas vezes na semana, o gasto mensal se equipara ao preço das viagens que eu faria individualmente pela 99 ou Uber. Ou seja, eu não teria economia com o uso do carro fretado. “Indo cinco vezes por semana em uma distância de mais de 10 km, o preço é 68% mais barato que outros aplicativos. E você teria uma economia de R$ 1.690 por mês comparando a ter um carro próprio”, explica o fundador da Letz, Bruno Oliveira. 

O cadastro para uso do carro fretado começa no site da empresa. Foto: Reprodução

Não é só sobre o custo da viagem

Há outros benefícios que o aplicativo oferece. A começar pela comodidade. No dia da minha viagem, o motorista chegou na porta de casa cinco minutos antes do horário agendado – fui avisada pelo push. Entrei no carro, ele se apresentou e disse que seria o responsável por todas as viagens, salvo o dia em que o carro dele não poderia circular por causa do rodízio da cidade de São Paulo. Da minha casa, seguimos para buscar a outra passageira, que também seria sempre a mesma.  

Ou seja, a previsibilidade e a segurança estão entre os ganhos do uso do aplicativo de carro fretado. Da casa da segunda passageira, partimos para o trabalho. Era uma rota de Santo André, no grande ABC, a Vila Olímpia, em São Paulo. O trajeto é feito seguindo o Waze. No caminho, eles me disseram sobre o horário da volta. Se eu precisasse atrasar 10 ou 15 minutos, era só avisar no chat do aplicativo. Naquele mesmo dia, eu precisei. Quando saí às 18h15, o motorista e a outra passageira me esperavam.

O trajeto da volta foi mais rápido do que o habitual. E eu cheguei em casa mais descansada do que se estivesse dirigindo e mais tranquila do que se tivesse pegado um carro com motorista desconhecido.  

O app ainda precisa de melhorias no processo de cadastro, que é feito de forma desagregada. Depois de preencher os dados no site, eu recebi uma ligação de um representante da empresa para continuar a contratação, seguida de mensagens no WhatsApp com novas informações e também e-mail, com meus dados de login para o aplicativo. De acordo com o fundador da empresa, a meta é que, até o final de 2022, todo o processo seja feito dentro do app da Letz. 

O que impede que isso aconteça é a estrutura atual da empresa. “Como precisamos começar as corridas com pelo menos dois passageiros, hoje não podemos aceitar todos os pedidos que recebemos. Temos mais de 5 mil pessoas na nossa fila de espera. Mas com o crescimento da Letz, vamos aumentar o número de linhas e tudo vai ficar mais fluido”, diz Oliveira. Atualmente, a empresa tem 1 mil clientes, o que corresponde a 44 mil viagens por mês. 

Como é o aplicativo para os motoristas parceiros

O diferencial do aplicativo Letz Piloto é oferecer um modelo de corridas com ganhos certos e previsíveis, além de uma rotina definida. Os motoristas pegam um trajeto semanal de ida e volta para levar até três passageiros, que moram perto de suas casas (até 7 km de distância), para os centros empresariais. Assim, o caminho que eles já costumam fazer até os centros, com o carro vazio, eles podem fazer com o carro ocupado. 

“A Letz não desconta taxas dos motoristas parceiros, 100% do valor da corrida vai para o bolso deles. E, com o aumento no valor da gasolina, começamos a oferecer um vale combustível de R$ 300 por mês também”, diz Bruno Oliveira. A empresa também disponibiliza um voucher de desconto no aluguel semanal do carro, para motoristas que não têm veículo próprio

*Preço informado em março de 2022.

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