Na Perifa

Mais1Code prepara juventude periférica para o mercado de trabalho

Projeto de formação em tecnologia atua também a favor da qualidade de vida nas comunidades

1 minuto, 38 segundos de leitura

07/03/2022

Por: Nataly Simões

“Temos psicólogos que ajudam a evitar a síndrome do impostor, para que eles não pensem que não são capazes de estar onde estão, porque são jovens sem oportunidades e com muito desejo de fazer acontecer”, diz Tauan Matos, um dos líderes do programa. Foto: divulgação

O projeto de formação em tecnologia Mais1Code (ou +1Code), de São Paulo, ensina linguagem da programação para a juventude da periferia. A ideia é preparar os estudantes para solucionar problemas nas comunidades em que vivem, além de fazer com que sejam reconhecidos como mão de obra qualificada no mercado de trabalho.

Em dois anos na ativa, a 1Code já tocou a trajetória de 490 jovens acima de 16 anos e ganhou o selo de negócio de impacto social da Artemisia, organização sem fins lucrativos pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. As atividades são online e gratuitas.

Com o auxílio de empresas parceiras e encontros semanais com profissionais do mercado que atuam como mentores, os estudantes passam por um letramento em banco de dados, desenvolvimento web, software e outras ferramentas. O projeto também ajuda a identificar quem tem perfil de empreendedor e quem prefere trabalhar em empresas de tecnologia.

“Temos psicólogos que ajudam a evitar a síndrome do impostor, para que eles não pensem que não são capazes de estar onde estão, porque são jovens sem oportunidades e com muito desejo de fazer acontecer”, diz Tauan Matos, um dos líderes do programa.

Paulo Vinicius, de 20 anos, morador do Grajaú, teve de trancar a faculdade na pandemia, voltou a estudar na +1Code, retomou o ensino superior e hoje é voluntário no projeto. Ele afirma que a mentoria que recebeu quando era aluno o ajudou a desenvolver um projeto de reciclagem para periferias. “As pessoas vão conseguir agendar coletas de materiais, como latinhas e papelão, e trocar óleo de fritura por sabonete”, diz Paulo. “Tudo será feito a partir de um agendamento num aplicativo que mapeia os locais de coleta. Meu objetivo é que o valor da taxa de uso da plataforma seja investido em projetos de educação”. Foto: divulgação

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