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Apps de entrega são aliados das famílias e de empreendedoras

O cotidiano do brasileiro foi impactado negativamente pela pandemia de coronavírus e, com a alimentação, não foi diferente. Aliados das famílias, os apps de entrega têm ajudado a desafogar a rotina de preparo das refeições. São essenciais, também, para empreendedoras do setor de alimentação. Pesquisa do Datafolha encomendada pela 99Food ouviu 1.515 pessoas, de todas […]

3 minutos, 17 segundos de leitura

11/08/2021

Por: Apresentado por 99 e Blue Studio

Historicamente, o papel de prover a alimentação das casas já recai sobre elas, assim como preparar a comida dos filhos é papel majoritário das mães. Foto: Getty Images

O cotidiano do brasileiro foi impactado negativamente pela pandemia de coronavírus e, com a alimentação, não foi diferente. Aliados das famílias, os apps de entrega têm ajudado a desafogar a rotina de preparo das refeições. São essenciais, também, para empreendedoras do setor de alimentação.

Pesquisa do Datafolha encomendada pela 99Food ouviu 1.515 pessoas, de todas as idades e classes sociais nas cinco regiões do país, e mostrou que 76% das mulheres são responsáveis pela alimentação familiar contra 61% dos homens — mais um dado que reforça as desigualdades na divisão de tarefas domésticas.

Historicamente, o papel de prover a alimentação das casas já recai sobre elas, assim como preparar a comida dos filhos é papel majoritário das mães.

Mulheres
53% dos entrevistados 91% é responsável por prover a alimentação. A maioria das mães fazem a comida dos filhos 70% cozinham todos os dias 14% cozinham todos os dias, exceto fins de semana.

Fonte: Datafolha

Com a pandemia, o cenário da alimentação se tornou ainda mais pesado. A rotina atribulada e outras tarefas impedem que as pessoas se dediquem ao ato de cozinhar: a minoria (29%) tem tempo para preparar pratos mais elaborados durante a semana. Mulheres e mães são as que menos elaboram (44%).  e As plataformas de entregas, por sua vez, são alternativa para desafogar e ajudar na correria do dia a dia.

Para muitas, as jornadas profissionais e domésticas se sobrepuseram, enquanto outras engrossaram a fila do desemprego ou recorreram ao empreendedorismo para suprir as necessidades.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos de Economia do Instituto para Reformas das Relações entre Estado e Empresa (Iree), a crise sanitária fez com que mais de 8 milhões de mulheres deixassem a força de trabalho brasileira. Dessas, 26% afirmaram não poder trabalhar pelo fato de ter de cuidar dos afazeres domésticos, filhos ou de outros parentes. A pesquisa, que utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que menos de 2% dos homens consultados alegaram não procurarem trabalho pelo mesmo motivo.

Desafios ao empreender

O momento afeta fortemente tanto as mulheres que já empreendiam e tiveram de adaptar seus negócios, quanto quem começou a trabalhar de forma autônoma. Dados da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Locomotiva com 1.165 mulheres de todas as regiões do Brasil revelam que, na pandemia, 51% delas afirmaram estar mais difícil dar conta do trabalho e das atividades domésticas.

No segmento de alimentação, essa realidade é muito evidente: a pesquisa 99Food/Datafolha também mostra que 64% dos entrevistados passaram a pedir mais delivery de comida na pandemia, sendo que esse percentual é ainda maior entre as pessoas acima de 60 anos (80%).

Aplicativos são essenciais para os negócios

Entre as empreendedoras, uma das primeiras medidas tomadas, conforme o estudo do Iree, foi implementar o delivery para entregar seus produtos (27%), enquanto 18% disseram que pretendem adotar o serviço e estão se organizando para isso.

Quem trabalha com alimentação, portanto, lançou mão dos aplicativos para reduzir custos, aumentar a capacidade de entrega e garantir a sobrevivência do negócio. É o caso de Isabelle Holanda, fundadora da We Nutz, marca de alimentos à base de vegetais.

Criada em 2019, a empresa enfrentou sua grande primeira crise com a pandemia. Ela conta que já vendia pela internet, mas a estrutura era pequena e foi preciso organização e agilidade para mudar a lógica do negócio.

Antes, a maior parte das vendas concentrava-se em pontos físicos, de parceiros. “No começo, me preocupava se os aplicativos concorreriam conosco, mas isso não ocorreu”, revela Isabelle. “São públicos diferentes: quem pede pelo aplicativo quer consumo imediato. Tanto que crescemos em torno de 95% entre agosto de 2020 e fevereiro deste ano”, conclui.

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