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Muito além de pistas e pódios

Ações solidárias e de empatia também fazem parte da rotina da categoria

3 minutos, 24 segundos de leitura

20/10/2021

Por: Alan Magalhães

O fã conhece seu ídolo e sai com o maior presente que poderia imaginar. Foto: José Mário Dias

O maior vencedor da história da Stock Car, o dodecacampeão Ingo Hoffmann, poderia curtir sua aposentadoria das pistas com total conforto e tranquilidade. No entanto, além de se manter nelas como instrutor, decidiu em 2005 que faria diferente.

Quando ainda estava em atividade na categoria, já somando seus 12 títulos nacionais, fundou o Instituto Ingo Hoffmann, entidade beneficente sem fins lucrativos sediada em Campinas (SP), com a missão de oferecer mais conforto e qualidade de vida às crianças em tratamento de câncer.

Em parceria com o Centro Infantil Boldrini, hospital referência mundial no tratamento do câncer infantil, a instituição é responsável pelo projeto Casa da Criança e da Família, que abriga crianças em tratamento intensivo cujas famílias não têm condições de mantê-las fora de seus domicílios.

Troféu idêntico ao do vencedor, bandeira quadriculada com autógrafos, macacão histórico, capacete do Ingo Hoffmann e mais. A Stock Car abriu uma série de leilões de itens exclusivos e colecionáveis, cuja renda será revertida em prol do Instituto Ingo Hoffmann. Entre as peças do primeiro lote estão raridades doadas pelos campeões Ingo Hoffmann, Paulo Gomes e Chico Serra, além de itens exclusivos, como uma bandeira quadriculada autêntica utilizada em uma etapa, autografada por todos os competidores da categoria. Chico Serra doou um macacão original para a causa e o tetracampeão Paulo Gomes doou um item precioso de seu acervo: o troféu da vitória dos 500 Quilômetros de Interlagos de 2003, que venceu em parceria com seu filho, Pedro Gomes, e o piloto Alcides Diniz.

Uma luz na escuridão

Pilotos trabalham muito entre as etapas, em eventos que os aproximam dos fãs e ativam os patrocínios

Pilotos têm uma agenda intensa entre as corridas. São eventos, ações promocionais e oportunidades criados para aproximar os fãs e engajá-los ainda mais no esporte. E foi em uma dessas ações de seus patrocinadores que o piloto Átila Abreu conheceu um fã da Stock Car, Alex Sandro, 47 anos, um fã de automobilismo que mal pode assistir às corridas por causa de problemas de saúde. O professor de xadrez tem apenas 5% da visão e, por isso, tem muita dificuldade de enxergar e distinguir formas e objetos.

Carioca de nascimento, Alex Sandro já morou nas mais diferentes regiões do País. Perdeu a mãe com apenas 3 meses de vida e foi morar com o pai no Recife em sua infância. Ao todo, passou por seis Estados, até se fixar em Brasília. Hoje, Alex sobrevive vendendo adesivos com a ajuda das instituições de caridade, e as aulas de xadrez ficaram para trás por causa dos problemas de visão. Mas, apesar de tudo, ele encara a vida com otimismo.

A equipe de Átila Abreu na Stock Car se solidarizou com a história e decidiu que irá pagar todo o tratamento necessário para que ele possa ter a chance de enxergar novamente. As cirurgias estão marcadas e Alex Sandro poderá reencontrar o piloto na decisão da temporada da Stock Car em sua cidade, Brasília, no dia 12 de dezembro.

Em seu 14º ano na categoria, a trajetória de Átila na categoria teve praticamente todos os ingredientes, exceto o título. Foi vice-campeão e chegou por mais de uma vez em terceiro lugar na classificação geral, além de ter sido o estreante do ano em 2008. Ele tem 17 vitórias, ocupando a 12ª posição no ranking de maiores vencedores na história da Stock Car. Entre os pilotos ativos, é o sexto maior vencedor.

Se o cobiçado título brasileiro ainda não veio, o sorocabano de 33 anos (atualmente na sétima colocação da tabela e vivo na briga pelo campeonato) merece um lugar de destaque no pódio da solidariedade e da empatia com o próximo. Esse é mais um título importante para seu currículo.

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