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Stellantis está preparada para ter todas as tecnologias

João Irineu, diretor de compliance de produto da Stellantis no Brasil, defende o uso de etanol

3 minutos, 31 segundos de leitura

29/06/2022

Em seu estande, no Parque da Mobilidade Urbana, a Stellantis apresentou seis modelos eletrificados: Fiat e-Scudo, Peugeot e-208 GT, Citroën Ë-JUMPY, Jeep Compass 4xe híbrido plug-in, Peugeot e-EXPERT e Fiat 500e. Foto: Divulgação Stellantis

A Stellantis, empresa criada, em 2021, com a junção da FCA (Fiat Chrysler Aumobiles) e o Grupo PSA (Peugeot Citroën), encerrou o seu primeiro ano de atuação como a maior companhia do segmento automotivo na América do Sul. Apesar de não comercializar as suas 14 marcas na região (Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram e Vauxhall), a empresa vendeu 811.600 veículos, abocanhando 22,9% de participação de mercado.

Com tantas marcas de diferentes segmentos e tecnologias, não soa presunçosa a fala de João Irineu, seu diretor de compliance de produto, ao afirmar que “a Stellantis está preparada para ter todas as tecnologias”.

Em seu estande, no Parque da Mobilidade Urbana, a Stellantis apresentou seis modelos: o Fiat 500e, o Peugeot e-208 GT, o Jeep Compass 4xe híbrido plug-in e os utilitários Citroën Ë-Jumpy e Peugeot e-Expert. Além disso, o público pode ver o e-Scudo, o primeiro veículo utilitário elétrico da Fiat no Brasil. Mesmo com todo esse portfólio eletrificado, Irineu é categórico ao afirmar que, no curto e médio prazo, a melhor solução para o mercado brasileiro ainda é o etanol. Confira mais detalhes na entrevista a seguir.

João Irineu, da Stellantis: “A indústria automotiva e o ecossistema no qual ela está inserida passam por um processo de transformação, que talvez seja o maior de sua história”. Foto: Connected Smart Cities

Por que o senhor defende o etanol no mercado brasileiro?

João Irineu: O preço do carro elétrico ainda é muito acima do veículo de base a combustão interna. A bateria é um elemento que faz muita diferença na composição de valor do carro. Claro que haverá desenvolvimento, ganhará operação de escala – o que permitirá um custo menor –, mas, hoje, a tecnologia flex está pronta. É uma opção que foca na descarbonização e está em quase 100% dos carros, de diversos segmentos. A melhor opção que temos é incentivar essa tecnologia e apoiar o etanol.

Em um dos painéis do evento, o senhor afirmou que, no ciclo completo da vida do veículo, o carro flex e o elétrico se equiparam. Poderia explicar?

Irineu: Quando a gente fala de descarbonizar o produto, não podemos apenas nos referir ao uso mas também da fonte energética utilizada em sua fabricação. Ao olhar as várias fontes de energia, percebemos que o Brasil tem uma geração privilegiada. Além de a energia ser gerada de forma limpa com as hidrelétricas, o etanol tem o equilíbrio entre o uso e a fotossíntese gerada na nova plantação da cana-de-açúcar. O CO2 fica circulando, não permanece preso na atmosfera. É isso que chamamos de energia renovável.

Isso quer dizer que, no curto prazo, a Stellantis não deve lançar nenhum elétrico “popular”?

Irineu: O objetivo é diminuir a geração de CO2, e é preciso considerar qual é o melhor prazo e como fazer de forma mais acessível. Precisa ser uma transição gradual. A Stellantis está preparada para contar com todas as tecnologias. As marcas que têm condições de oferecer um carro com valor mais alto a um perfil de clientes irão oferecer. Mas é possível nos limitar a isso, porque não iremos atender a outro segmento mais sensível a preço.

Como o senhor avalia o segmento no médio prazo?

Irineu: A indústria automotiva e o ecossistema no qual ela está inserida passam por um processo de transformação que, talvez, seja o maior de sua história. Já vi muitas mudanças tecnológicas acontecerem, como introdução do air bag, do catalisador, substituição do carburador por injeção eletrônica, entre outras, pontuais. Atualmente, o automóvel vivencia uma mudança bastante significativa, seja na área de segurança veicular, seja na conectividade, seja nas emissões, seja na descarbonização – e isso tudo no curto prazo. Aqueles que tiverem uma visão melhor, mais equilibrada de como isso vai acontecer, vão conseguir competir no mercado. Quem não tiver desaparecerá. 

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