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Meios de transporte

Como a arborização afeta a mobilidade urbana

Vegetação melhora o ar, oferece sombra e conforto térmico, mas também causa transtornos quando não é feita de forma planejada

Daniela Saragiotto

16/10/2020 - 2 minutos, 48 segundos


Como a arborização afeta a mobilidade urbanaarvores_urbanas
Árvores urbanas. Foto: Getty Images

Quem caminha ou pedala por São Paulo sabe o quanto as sombras são preciosas e estimulam a prática desses modais. A cidade possui em torno de 650 mil árvores em seu viário, que levam mais qualidade de vida e conforto ambiental às pessoas. Mas que também nos mostram como a arborização afeta a mobilidade urbana.

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Caminhar por calçadas quebradas pelas raízes das árvores e encontrar semáforos queimados pelas quedas são alguns exemplos de como a arborização afeta a mobilidade urbana.

A forma mais conhecida de vegetação urbana são as árvores plantadas ao longo nas calçadas, mas há também os parques, bosques e outras. Ela é a que está mais próxima da população nas cidades, mas é, também, a que mais carece de planejamento e fiscalização.

Ou seja: o que poderia trazer enorme benefício se implementado de forma correta acaba impactando nossa mobilidade. E isso se dá diariamente na vida dos paulistanos, principalmente quando chove: além do péssimo calçamento, árvores caídas atrapalhando o tráfego, com impacto também na rede de fiação elétrica e nos semáforos.

A seguir, listamos alguns dos impactos da arborização na cidade de São Paulo e exemplos de como o planejamento urbano poderia potencializar os benefícios de uma ampla cobertura verde na capital. Confira:

1. Calçadas nada acessíveis

Calçadas deformadas pelas raízes das árvores são problemas muito comuns no município. Muitas das espécies foram plantadas antes do calçamento e da instalação da rede de fiação elétrica. E não são, segundo especialistas, ideais para o ambiente urbano.

Mas temos espécies para todas as necessidades da cidade, basta que haja um planejamento e a correta reposição das árvores velhas pelas mais jovens levando em conta as características do local de plantio.

2. Árvores caídas

No verão do ano passado, as fortes chuvas foram responsáveis por 3.153 espécimes caíram, segundo dados da prefeitura (entre janeiro e março). A cada hora, duas árvores caíram na cidade.

O motivo das quedas, alegam os especialistas, é a falta de investimentos em medidas preventivas, como fiscalização, podas corretas e cortes de raízes. E, quando cai uma árvore, o impacto é imediato: elas causam trânsito, muitas vezes interrompem o fornecimento de energia por caírem em cima da fiação elétrica e impactam no funcionamento dos semáforos.

Mas elas não podem ser consideradas vilãs da população: a vegetação urbana presta um grande serviço para a sociedade.

3. Pouca – e desigual – cobertura verde

De acordo com uma pesquisa feita em 2017 pelo Laboratório Senseable City, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a cobertura verde de São Paulo é de apenas 11,7%. Esse percentual considera a malha viária da cidade, excluindo os bolsões de mata ao sul e ao norte da capital e nossos parques.

Como exemplo, algumas ruas no Alto de Pinheiros chegam a ter 46% de cobertura verde, enquanto, no bairro da Mooca, as vias têm menos de 3%.

Investir em uma correta arborização pode trazer benefícios que vão muito além do conforto térmico: árvores removem poluentes da atmosfera e deixam o ar úmido.

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