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Mobilidade para quê?

Honda SH 150i faz 40 km/litro e tem freios ABS nas duas rodas; conheça

Scooter usa o mesmo motor da PCX 150, mas seu design segue o estilo italiano, com plataforma para os pés e rodas maiores de 16 polegadas; veja o vídeo

Arthur Caldeira

29/09/2020 - 4 minutos, 56 segundos


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Com preço sugerido de R$ 13.340, SH 150i sai mais em conta do que as concorrentes atualmente. Foto: Divulgação/Honda

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As scooters têm caído no gosto do consumidor brasileiro. Em 2019, as vendas desse tipo de moto registraram aumento de 43,8%, alcançando o recorde de histórico de 96.577 unidades comercializadas. Uma das opções de scooters à venda no Brasil é a Honda SH 150i, modelo que faz 40 km/litro de gasolina e tem rodas grandes, de 16 polegadas, para encarar as ruas mal pavimentadas e driblar o trânsito nos grandes centros urbanos.

Honda SH 150i segue o desenho italiano, com plataforma para os pés. Foto: Divulgação/Honda

A principal diferença das scooters para as motocicletas convencionais é o câmbio automático CVT. Na Honda SH 150i não é diferente: não há manete de embreagem e nem pedal de câmbio. Basta acelerar e frear.

Fácil de pilotar, a scooter da marca japonesa tem design italiano, com uma plataforma para apoiar os pés e um escudo frontal, que protege o piloto de poças d’água e até de uma garoa. A ergonomia, aliás, é um dos pontos fortes da SH 150i: o motociclista vai sentado, com as costas eretas, em uma posição de pilotagem bastante confortável.

O modelo ainda conta com faróis de LED e chave de presença (Smart Key). A chave pode ser guardada no bolso ou na bolsa. Ao se aproximar da scooter, a Smart Key libera o botão de ignição para abrir o banco ou dar partida. Uma facilidade para quem vai usar a scooter no dia-a-dia.

Motor com “Idling Stop”

Pouca gente sabe, mas a SH 150i usa o mesmo motor da campeã de vendas da categoria scooter, a PCX 150, também fabricada pela Honda no Brasil. O monocilíndrico com 149,3 cm³ de capacidade é alimentado por injeção eletrônica e tem refrigeração líquida.

A Honda declara que o motor oferece melhor desempenho se comparado a PCX: 14,7 cv a 7.750 rpm de potência máxima e 1,40 kgf.m a 6.250 rpm, na SH 150i, contra os 13,2 cv e 1,38 kgf.m da PCX.

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Motor é o mesmo da PCX, mas tem mais potência e torque na SH 150i. Foto: Divulgação

A scooter de roda grande da Honda também está equipada com o sistema “Idling Stop”, que desliga o motor quando o veículo para no semáforo, por exemplo, por três segundos – o mesmo sistema presente no PCX. Para voltar à vida, basta girar a manopla do acelerador. Segundo a Honda, o sistema pode deixar o modelo até 7% mais econômico.

Por falar em economia, o consumo da Honda SH 150i em uso urbano foi de 40,3 km/litro. Rodei cerca de 150 quilômetros durante uma semana e o tanque – com capacidade para 7,5 litros – não chegou nem à metade. A autonomia gira em torno de 300 km, sem precisar parar para abastecer.

Estável e seguro

Além do design, a principal diferença da SH 150i para as demais scooters à venda no Brasil são as rodas de 16 polegadas. Calçada com pneus largos – 100/80-16 (D) e 120/80-16 (T) – e um conjunto de suspensão robusto, a SH 150i absorve melhor as imperfeições do piso do que outros modelos, com rodas de 13 ou 14 polegadas.

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SH 150i rodou 40 km/litro de gasolina em uso urbano. Foto: Divulgação/Honda

Na rodovia Anchieta, que liga a capital às cidades do ABC paulista, a SH atingiu 115 km/h. As rodas maiores também contribuem para a sensação de estabilidade e segurança em velocidades mais altas.

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Os freios também merecem destaque. Ambas as rodas são equipadas com disco simples de 240 mm de diâmetro e sistema ABS (antitravamento). Uma vantagem em relação a PCX, que tem ABS apenas na dianteira.

Estilo e praticidade

Como a grande maioria das scooters, a SH 150i oferece um porta-objetos sob o assento, onde cabe apenas um capacete e nada mais. Menor, portanto, do que na PCX 150 e em outros modelos concorrentes. A culpa é da roda maior que “rouba” espaço sob o banco.

Por outro lado roda maior ‘rouba’ espaço sob o assento, onde cabe só um capacete. Foto: Divulgação/Honda

Há um gancho na parte de trás do escudo frontal, onde é possível pendurar sacolas ou mochilas, para carregá-las entre as pernas. Mas, para ampliar mesmo a capacidade de carga do modelo, será preciso investir em um baú.

No porta-luvas, onde cabe uma carteira, há uma tomada 12V para carregar o smartphone. Lamentei não ter o adaptador para o cabo do celular. Uma entrada USB resolveria o problema.

Mais barato que PCX e NMax

Apesar da limitação, a SH 150i é uma boa opção para quem quer driblar o trânsito com estilo e economia. Tanto que o modelo é o veículo de duas rodas mais vendido na Itália há alguns anos. Entretanto, não repete o mesmo sucesso por aqui.

No ano passado, por exemplo, a PCX 150 foi a scooter mais vendida do Brasil com 32.582 unidades. Em quinto lugar, a SH 150i só emplacou 4.916.

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Apesar de ser sucesso na Itália, SH 150i ainda não ‘pegou’ no Brasil. Foto: Divulgação/Honda

Alguns criticam o design da SH 150i, enquanto outros afirmam que o assento alto (799 mm do solo) não dá segurança para os mais “baixinhos” alcançarem o chão. Eu meço 1,71 m e não senti dificuldade para apoiar os dois pés. Já a questão estética vai do gosto de cada um.

Particularmente, acho a Honda SH 150i uma excelente scooter como opção de mobilidade urbana. Segura, em função do freio ABS, e das rodas de 16 polegadas, sua principal qualidade, na minha visão.

Outro argumento favorável à SH 150i, atualmente, é que seu preço sugerido de R$ 13.340 é menor do que o pedido pela PCX 150 ABS (R$ 13.990). E inferior ao valor cobrado pela Yamaha NMax 160 ABS (R$ 13.790).

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