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Mobilidade para quê?

5 dicas para quem quer começar a andar de moto

Instrutora da Honda elabora guia prático para quem deseja entrar no mundo das duas rodas

Arthur Caldeira

30/03/2021 - 5 minutos, 40 segundos


Jaqueline Poltronieri: "Quando se pilota uma moto, é importante ter concentração total". Foto: Divulgação Honda

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Muita gente que pensa em começar a andar de moto depara com muitas dúvidas sobre como começar, isso sem falar no medo de controlar um veículo de duas rodas. Mas pilotar uma motocicleta pode ser mais fácil do que parece, embora seja preciso alguns cuidados e dicas para rodar com segurança. 

Para orientar quem deseja pilotar uma moto, recorremos a Jaqueline Poltronieri, 30 anos, dez deles como instrutora do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), em Indaiatuba (SP). Além de ser sua profissão, as duas rodas são sua paixão. Nas horas vagas, quando não está dando cursos para frotistas e grupos de iniciantes, Poltronieri gosta de acelerar nas pistas de motocross.

Com larga experiência no atendimento ao público entrante no mundo das motos, “Jaque”, como é conhecida por todos, nos ajudou a elaborar cinco dicas para quem quer começar a andar de moto, a seguir. Confira.

1 – Tirar carta

A primeira recomendação da instrutora de pilotagem da Honda é tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), na categoria A. “Para pilotar motos, é preciso passar pelo processo de habilitação. Aproveite também para conhecer mais sobre legislação e sinalização de trânsito”, recomenda Poltronieri. A dica pode parecer óbvia, mas ainda muitos pensam que, para pilotar ciclomotores ou scooters de baixa cilindrada, não é preciso ter carta. Isso não é verdade. Se uma pessoa que não tem habilitação for flagrada pilotando, a infração é gravíssima e o valor da multa por dirigir sem CNH é de R$ 880,41.

Além disso, o proprietário do veículo também pode ser multado por entregá-lo a uma pessoa não habilitada. Embora ter a carta seja apenas o primeiro passo, as aulas práticas ajudam, pelo menos, a se familiarizar com os comandos e a dinâmica de uma motocicleta. 

2 – Equipamentos de proteção

A segundo conselho é “abusar” do equipamento de proteção. “Sempre falo para os alunos: ‘O que você economiza com gasolina andando de moto gaste com equipamentos”, brinca ela. Além do capacete, a instrutora do CETH afirma que é preciso usar luvas e jaqueta apropriada ao motociclismo, feita em tecido resistente e com proteções nos ombros, cotovelos e costas. “Mesmo se você morar em um lugar quente, hoje já existem jaquetas em tecidos ventilados. Então, isso não é mais desculpa”, diz.

Para as mulheres, ela aconselha a deixar a vaidade de lado e usar calça comprida de jeans ou, de preferência, de cordura. “Sandália e salto alto não combinam com moto. Use uma bota ou um calçado que proteja o pé. Leve sua roupa numa mochila, no baú da moto ou no espaço sob o banco das scooters e se troque quando chegar ao destino”, ensina Jaqueline.

3 – Aprender com quem tem mais experiência

Escolher motos de menor capacidade ou de baixa “cilindrada”, como são chamados os modelos de 125 cc e 150 cc, é outro conselho de Poltronieri aos iniciantes. “As motos menores são mais leves e dão maior confiança para quem começa ir evoluindo de forma gradativa”, diz ela. 

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A instrutora aconselha também a pedir ajuda e conversar com quem já anda de moto. “Ouvir as histórias, os causos e os erros de quem é experiente também faz você aprender mais”, explica. Em geral, quem tem experiência em duas rodas costuma estar disposto a ajudar os iniciantes. “Programe passeios curtos com seus amigos e colegas motociclistas. A habilidade para pilotar motos, como tudo na vida, só vem com a prática”, ensina a instrutora.

4 – Pratique técnicas de pilotagem

Mesmo tendo feito as aulas práticas da motoescola, o ideal, para começar a andar de moto com segurança, é praticar e procurar aprender técnicas de pilotagem. Vale procurar cursos oferecidos pelas concessionárias Honda ou de outras marcas, para treinar e se familiarizar com a moto. “Conhecimento nunca é demais. Isso vale para qualquer assunto, sobretudo em relação a motos”, afirma Poltronieri – por isso, o conselho para conversar com quem tem mais experiência.

Mas, também, é possível praticar, em um local tranquilo e de pouco movimento, alguns conceitos básicos, como equilíbrio. Como a moto não fica em pé sozinha, ela afirma que o movimento é importante para equilibrar a moto. “Não precisa correr, acelerar tudo, mas, quanto mais devagar, mais difícil é equilibrar a moto”, ensina.

Nas aulas de motoescola, os instrutores, geralmente, ensinam os alunos a passar no exame prático e, com isso, acabam desaconselhando o uso do freio dianteiro em baixa velocidade. A instrutora do CETH afirma que saber frear é tão importante quanto saber se equilibrar, fazer curvas ou acelerar. “O freio dianteiro é o que para a moto de verdade”, ensina ela.

Treine a frenagem, usando tanto o manete de freio dianteiro como o pedal do freio traseiro. Vá devagar e procure sentir como eles funcionam. “Familiarize-se com o freio dianteiro. Assim, vai criando a sensibilidade para frear com segurança”, diz. Uma recomendação é optar por modelos com freios combinados (CBS), que distribuem a força de frenagem entre as duas rodas e corrigem a falha de muitos motociclistas iniciantes.
 

5 – Concentre-se no trânsito

Para começar a andar de moto, a instrutora aconselha procurar caminhos alternativos. “No início, vale mudar a rota e rodar por ruas com menos movimento”, sugere. Mas o mais importante, segundo a Poltronieri, é deixar as distrações, como o celular, de lado e focar no trânsito. “Tem que prestar atenção não só na sua pilotagem mas também na forma como os outros dirigem e pilotam. Isso é assumir uma direção defensiva”, garante a instrutora.

Ela diz que, no início, é bom evitar andar no corredor. O ideal é se posicionar no meio da faixa de rolagem e manter distância segura dos outros veículos. Para pilotar defensivamente, Poltronieri recomenda uma técnica ensinada nos cursos de pilotagem da Honda, conhecida pela sigla “PIPDE” (lê-se pipide). O primeiro “P” refere-se a procurar possíveis perigos na via e no trânsito a sua volta. O “I” é de identificar esses perigos; e o segundo “P”, de prever o que pode acontecer. As duas últimas letras referem-se a decidir o que fazer e, depois, executar.

Como exemplo, ela cita a clássica cena de uma bola correndo no meio da rua. “Se você estiver procurando perigos, vai identificar a bola e prever o que pode acontecer, ou seja, uma criança vir correndo pegar a bola. O ideal é decidir reduzir a velocidade. Então, você executa a ação de frear ou tirar a mão do acelerador”, resume de forma didática a instrutora da Honda.

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