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Enem falou de povos originários, Rayssa e Carolina Maria de Jesus

Por: Estadão Conteúdo . 14/11/2022

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Enem falou de povos originários, Rayssa e Carolina Maria de Jesus

Enem falou de povos originários, Rayssa e Carolina Maria de Jesus

2 minutos, 21 segundos de leitura

14/11/2022

Por: Estadão Conteúdo

A situação é mais grave para os povos indígenas e o meio ambiente. Das 27 recomendações da ONU para os direitos humanos nesta área, nenhuma foi cumprida, nem mesmo parcialmente. E dezesseis delas estão em retrocesso. Foto de criança e mulher indígena do povo Tupi-Guarani do Amazonas: Getty Images

O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxe questões sobre o papel da mulher da sociedade, meio ambiente, comunidades e povos tradicionais – que também apareceu na Redação — e referências à escritora Carolina Maria de Jesus, segundo alunos e professores de cursinho ouvidos pela reportagem. Também chamou a atenção dos estudantes uma menção à skatista Rayssa Leal, a Fadinha, que foi medalhista nas últimas Olimpíadas. No domingo, 13, os candidatos fizeram provas de Redação, Ciências Humanas e Linguagens.

Segundo a coordenadora pedagógica do Poliedro de São Paulo, Vivian de Ulhôa, a prova de Linguagens trouxe excertos de textos de Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas e Esaú e Jacó). Também havia textos do cronista Antônio Prata e do livro Quarto de Despejo, principal obra de Carolina Maria de Jesus.

“Embora a maioria dessas questões pudesse ser resolvida apenas com a devida interpretação do texto-fonte, uma parte delas exigia uma extrapolação do texto-fonte para que o candidato conseguisse responder algo mais abrangente sobre a escola literária em questão, fazendo com que ele tivesse que ir além do texto-fonte para conseguir resolver”, analisa a professora.

Já a questão sobre Rayssa, de acordo com Vivian, tratava sobre a desconstrução do estereótipo de gênero motivada pela conquista olímpica da atleta. Ainda segundo a professora, a temática de tecnologia e das redes sociais foi frequente. “Uma questão trazia uma análise sobre aplicativos de relacionamento amoroso, enquanto outra abordava os mecanismos de funcionamento do Instagram”, relata.

Grande parte dos candidatos ouvidos pela reportagem achou o tema da Redação previsível e as questões da prova mais focadas em interpretação de texto do que em conteúdo. “Achei o tema da Redação e a prova, no geral, tranquilos. Já fiz o Enem outras vezes e achei essa prova mais fácil que anteriores”, disse Amanda Freiras, 27 anos, que trancou o curso de Administração no Instituto Federal de São Paulo para tentar uma vaga em Psicologia.

A baiana Luana Letícia, de 22 anos, foi a primeira a sair da sala no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Do lado de fora, o namorado, Luis Felipe, que também fez a prova, a aguardava. Ele foi o terceiro a sair da sala dele.

Os dois acharam o tema da Redação “inesperado”, mas acreditam ter se saído bem. A reclamação do casal é em relação aos textos da prova. “Não teve nada que tenha sido impossível ou que eu seja incapaz de resolver. Minha reclamação é só a quantidade de textos, muita leitura cansa”, disse Luana, que já havia feito a prova em 2018.


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