Connected Smart Cities

A capital da Islândia está entre as cidades mais inteligentes do mundo

Como Reykjavik, uma cidade com menos de 200 mil habitantes, desenvolveu políticas para se tornar uma cidade inteligente, sustentável e conectada

2 minutos, 20 segundos de leitura

19/05/2021

Por: Beatriz Faria

Reykjavik é a capital da Islândia e conta com aproximadamente 130 mil habitantes. Com a população total do país chegando a 330 mil, é possível afirmar que um grande percentual dos habitantes reside na capital e, ainda, em outras cidades: a urbanização na Islândia chega a 94%, sendo uma das maiores taxas do mundo e com 20 pontos percentuais acima da média europeia.

De acordo com o estudo IESE Cities in Motion Index, que ranqueia as cidades mais inteligentes do mundo, Reykjavik assume a quinta posição, recebendo destaque para o eixo ambiental. Graças às riquezas naturais do país, as cidades contam com abastecimento de energia geotérmica, que é produzida com base na atividade vulcânica, sendo uma fonte limpa, renovável e com menos impacto ambiental.

Com isso, a oferta de carros elétricos é bem maior que no resto da Europa: com postos de gasolina e edifícios com estrutura para a recarga, 15% das vendas de novos automóveis são de carros elétricos, sendo que na Europa o mercado é de apenas 1,4%. Por conta do clima frio, a primeira opção de locomoção da cidade ainda são automóveis individuais. Apesar disso, o governo instalou medidas que tem como objetivo incentivar o uso do transporte coletivo, como aumentar os impostos sobre a gasolina e diesel, além de reduzir a velocidade máxima para 60km/h nas vias expressas e 30km/h nas vias com pedestres.

A cidade também conta com uma das redes de fibra óptica mais avançadas do mundo, oferecendo 100% de conectividade pelo programa Fiber to The Home (FTTH). A velocidade média da Internet no mundo é de 3,5 megabits por segundo, sendo que em países desenvolvidos essa velocidade pode alcançar até 10 megabits. Com esse tipo de rede, Reykjavik pode alcançar até 500 megabits por segundo, permitindo a conexão de diversos provedores e serviços.

Outro ponto essencial para a criação de uma smart city é a forma como a população ocupa e circula pelo espaço urbano. A capital da Islândia foi desenvolvida pensando no cidadão: os espaços públicos são desenhados para pedestres, com pontos de ônibus com aquecimento, iluminação nas ruas e uma arquitetura planejada para que o cidadão desfrute da paisagem.

As diferenças entre Reykjavik e as cidades brasileiras são substanciais: passando pelo clima até diferenças histórico culturais, é quase impossível comparar o desenvolvimento dos países. Apesar disso, existem lições valiosas que a cidade pode ensinar para o desenvolvimento de Smart Cities no Brasil, como a priorização do desenvolvimento de um espaço urbano voltado para pedestres, assim como políticas incisivas para o uso do transporte coletivo e a utilização de energias renováveis.

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