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Tecnologia mapeia qualidade de ruas e calçadas

Por: Redação Mobilidade . 23/10/2022
Inovação

Tecnologia mapeia qualidade de ruas e calçadas

Método auxilia na criação de projetos de construção de novas vias ou reforma das existentes

2 minutos, 55 segundos de leitura

23/10/2022

Por: Redação Mobilidade

Pela nova metodologia, é possível comparar o estado inicial e final de uma rua. Foto: Getty Images.

Uma arquiteta e pesquisadora criou uma tecnologia que mapeia a qualidade de ruas e calçadas. Assim, o método pode auxiliar a criar projetos de construção de novas vias ou reformar as existentes.

O projeto é de autoria da aluna e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcela Noronha. De acordo com a profissional, a ideia surgiu no período em que ela morou na Itália. No país, ela não precisava de carro e se locomovia a pé. Com isso, ela notou que em Campinas, no interior paulista, onde reside agora, a realidade é diferente.

Assim, a pesquisadora partiu de um questionamento: quais regras e desenhos tornam as ruas urbanas tão caminháveis em determinadas regiões e perigosas ou até inviáveis aos pedestres em outras? Deste modo, iniciou uma pesquisa sobre como melhorar a qualidade de ruas e calçadas. O resultado foi um novo método de avaliação.

Em suma, a tecnologia consiste em usar a computação e a matemática para ajudar projetistas. Então, é possível mapear o desenho das ruas e calçadas. Além disso, é possível fornecer informações que dão suporte a projetos da iniciativa pública ou privada, de forma automatizada. Após a criação da tecnologia, a Agência de Inovação Inova Unicamp depositou um pedido de patente.

Como funciona o mapeamento de ruas e calçadas

O método, que integra o Portfólio de Tecnologias da Unicamp, avalia o nível de serviço de ruas e calçadas. De acordo com a Agência de Inovação da Unicamp, a avaliação é feita a partir de 11 padrões descritos na literatura. Alguns foram desenvolvidos pela inventora durante o doutorado que realizou no exterior.

Em suma, os indicadores levam em consideração desde cruzamentos e faixas de estacionamento até o raio de giro das esquinas e a arborização das vias. Cada um gera uma pontuação de análise. Somadas, elas produzem um relatório final com uma nota global, que vai de A a E.

O conceito diz se a via atende as necessidades dos pedestres ou se precisa de um “retrofit”. O termo indica a adaptação de uma estrutura. O objetivo é fazer ajustes que geram adaptação a novas necessidades que não estavam previstas no projeto inicial.

“Cada rua tem uma tipologia, um tamanho, um movimento de carros, um número de faixas e uma largura da calçada diferentes. O que fizemos foi pensar quais são essas regras e como elas se combinam, com base na gramática da forma”, explica Marcela.

A pesquisadora foi orientada pela docente Maria Gabriela Caffarena Celani, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FECFAU/Unicamp).

Metodologia

Pela nova metodologia, é possível comparar o estado inicial e final de uma rua. Assim, antes do início da obra, alguns indicadores já ficam disponíveis. Entre eles, o impacto no fluxo, na segurança, no conforto e na acessibilidade.

De acordo com a Agência de Inovação da Unicamp, a metodologia foi testada em State College, um distrito localizado no estado norte-americano da Pensilvânia, em Centre County.

O trabalho levantou diversos problemas que os pedestres tinham para caminhar na pequena cidade universitária. O levantamento foi feito durante o período em que Marcela estudou no exterior sob orientação de José Pinto Duarte, professor de arquitetura e paisagismo da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State University).

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