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Tudo sobre o GP Galeão, primeira corrida em um aeroporto no Brasil

Não faltou emoção à corrida da Stock Car Pro Series realizada em um local tão diferente de um autódromo

4 minutos, 0 segundos de leitura

13/04/2022

Por: Alan Magalhães

Até oito carros lado a lado no circuito com mais de 20 metros de largura do RIOgaleão. Foto: Lucas Bassani

Todo clima de curiosidade criado ao redor do GP Galeão, disputado no último final de semana sobre as pistas do aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, não foi simples acaso. A atmosfera em torno da megaestrutura montada para a Stock Car Pro Series, em um local tão diferente de um autódromo, já começava a aparecer na sexta-feira, antevéspera da prova, quando as equipes trabalhavam na montagem dos carros em garagens e boxes construídos em estruturas tubulares, bem distantes umas das outras, e a organização dava os últimos retoques nos mais variados aspectos que envolvem um evento dessa magnitude.

Aos poucos, o palco foi tomando forma, e as pistas aeronáuticas ganhando os contornos do Circuito Cacá Bueno, projetado para ser a mais veloz do País. Com características muito particulares, o novo traçado, batizado em homenagem ao pentacampeão da Stock Car, foi inspirado em pistas similares, como as da Fórmula Indy, que tradicionalmente disputa provas em aeroportos.

Desenvolvida pelo escritório do engenheiro Luis Ernesto Morales, presidente da Comissão Nacional de Circuitos da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e membro da Comissão de Circuitos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) desde 2017, a pista com piso de concreto proporcionou média de velocidade de 183,068 km/h, na pole position, conquistada pelo paulista Daniel Serra.

A montagem da pista exigiu a produção de diversas peças especiais para garantir a segurança. Entre elas, estão as zebras metálicas, presas ao piso por uma cola de altíssima resistência. Também foram empregados 200 blocos de concreto com 4 metros de comprimento e cerca de 2,7 toneladas de peso cada um. Outro elemento construtivo são os 270 módulos de pneus agrupados, formando barreiras, que ocuparam 420 metros de extensão da pista, empregando 8.200 pneus. Além de homenagear Cacá Bueno com o nome do circuito, a Stock Car resgatou a história do automobilismo do Rio: alguns trechos da pista receberam nomes de circuitos de rua daquele Estado. Desde 2012, com a demolição do autódromo de Jacarepaguá, a Stock Car não disputava provas no Estado.

Os 3.225 metros de extensão da pista receberam sete curvas (seis para a direita e uma para a esquerda), três retas, sendo elas de 702 metros (entre as curvas 7 e 1), 1.030 metros (entre as curvas 1 e 2) e 520 metros (entre as curvas 3 e 4). Foram 1.550 metros de trechos de aceleração máxima (entre as curvas 1 e 4). Porém, o que mais chamou a atenção – em virtude de se tratar de um aeroporto – foi a largura de 24 metros na maior parte do traçado.

50 anos bem comemorados

Daniel Serra e Ricardo Maurício foram os grandes vencedores do GP Galeão. Na Corrida 1, Serra dominou toda a prova e recebeu a bandeirada quadriculada na primeira posição. O filho da lenda, Chico Serra, tricampeão da Stock Car, também anotou a volta mais rápida da corrida, completando, assim, o hat-trick. A segunda posição ficou com o argentino Matías Rossi, único estrangeiro no grid da histórica etapa, seguido por Ricardo Maurício, companheiro de Daniel Serra na equipe Eurofarma RC, cujos Chevrolet Cruze ganharam pintura especial em alusão aos 50 anos da empresa patrocinadora, que mantém a parceria mais longeva na história das equipes que compõem a Stock Car. Ao todo, são 17 anos de trabalhos contínuos com um histórico de vitórias que inclui oito títulos de temporadas com a RC Motorsport.

Na Corrida 2, Marcos Gomes, filho de outra lenda da categoria, o tetracampeão Paulo Gomes, cruzou a linha de chegada na frente – porém, por ter ultrapassado Ricardo Maurício, nos momentos finais da prova, em um trecho sob bandeira amarela, foi punido em 5 segundos, e caiu para a sexta posição. Com a punição dada a Marquinhos, a vitória acabou nas mãos de Ricardinho, com Bruno Baptista em segundo e Gaetano Di Mauro em terceiro lugar.

O público, que compareceu em grande número às arquibancadas montadas no complexo, não se arrependeu. Foram disputas eletrizantes, às vezes com até oito carros lado a lado.

Que venham mais corridas em aeroportos, que venham mais emoções.

Campeonato Equilibrado

Depois de três etapas e seis corridas, a classificação da Stock Car mostra que a disputa pelo título deste ano será apertada. Confira a pontuação dos dez primeiros colocados

Daniel Serra, novo líder da classificação, foi o grande vencedor na histórica corrida disputada no Rio de Janeiro. Foto: Lucas Bassani

A próxima etapa da Stock Car acontecerá em 15 de maio, no Autódromo Velocitta, em Mogi-Guaçu (SP), com transmissão ao vivo pelo site do Estadão

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