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Jordana Souza

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Mobilidade para quê?

Mobilidade sustentável: agora, em 15 minutos

É imprescindível associar o projeto das ‘cidades de 15 minutos’ a iniciativas que promovam melhor mobilidade urbana e uso mais sustentável dos transportes

09/06/2021 - 3 minutos, 9 segundos


Cruzar a capital francesa de uma ponta a outra leva cerca de 45 minutos de metrô, 55 minutos de bicicleta e duas horas e meia a pé. Foto: Getty Images

Paris é uma das maiores cidades do mundo, com mais de 105 km² de área – sem contar a região metropolitana. Cruzar a capital francesa de uma ponta a outra leva cerca de 45 minutos de metrô, 55 minutos de bicicleta, duas horas e meia a pé – todas opções interessantes quando você está sem grandes compromissos com horários marcados, mas um potencial inconveniente para quem precisa fazer esses deslocamentos todos os dias.

Preocupada com isso, a prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo, está propondo um projeto urbanístico inovador: transformar Paris em uma ‘cidade de 15 minutos’. Para quem não tem familiaridade com o conceito, a ideia é do cientista Carlos Moreno, professor de empreendedorismo território e inovação, na Universidade Sorbonne.

O projeto de Moreno consiste em organizar a cidade, de forma que as pessoas não precisem caminhar mais do que 15 minutos, a partir das suas casas, para terem acesso aos serviços essenciais do cotidiano, como supermercados, restaurantes, escolas, praças e parques, academias de ginástica e opções de lazer. 

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Humanizar grandes aglomerados de pessoas

Apesar de pioneira, a ideia não é exatamente nova. Desde 2008, o professor aprimora e defende esse projeto. Ele é um dos precursores do conceito de ‘cidades inteligentes’ e sustenta ser esse o melhor caminho para uma vida urbana mais sustentável, uso mais racional dos recursos e redução das emissões de CO2 na atmosfera.

Dividir as cidades em ambientes menores também é humanizar mais esses grandes aglomerados de pessoas. Com comunidade menor, é mais fácil conhecer as pessoas do entorno e criar laços entre elas – um pouco como se via nos bairros algumas décadas atrás.

O projeto que deve ser implementado em Paris é ousado e muito promissor. Mas é claro que não será possível suprir todas as necessidades dos habitantes da cidade nesse raio de poucos quarteirões a partir de casa. Aeroportos, por exemplo, continuarão a ser poucos e, em geral, mais afastados dos centros urbanos. Algumas especialidades médicas podem não ter tantos profissionais assim, e talvez seja necessário se deslocar um pouco mais para ter acesso. E há ainda outros vários exemplos.

Para esses casos – que podem parecer exceções, mas são muitos na realidade de uma metrópole com milhões de habitantes –, é imprescindível associar o projeto das ‘cidades de 15 minutos’ a iniciativas que promovam melhor mobilidade urbana e uso mais sustentável dos transportes. Soluções como compartilhamento de veículos e carros elétricos devem ser incorporadas no dia a dia para garantir ambientes mais saudáveis. 

Integração de modais

Outra medida que contribui para melhorar a mobilidade urbana é a possibilidade de os usuários combinarem diferentes tipos de modal para chegarem a seus destinos. Integrados, ônibus, metrô, VLT e até barcos, nas cidades litorâneas ou ribeirinhas, podem oferecer alternativas interessantes e eficientes de rotas, a ponto de as pessoas toparem deixar de lado o carro particular.

Hoje em dia, a Voll evoluiu para ser um aplicativo one-stop-shop de viagens. Mas não deixamos de oferecer as opções de mobilidade que foram o nosso ponto de partida. Além de disponibilizar diversos meios de transporte ao viajante em todo o mundo, ainda temos viagens compartilhadas de carro. Assim, se dois executivos marcarem um carro para ir ao aeroporto no mesmo dia e em horários próximos, o app sugere o compartilhamento da viagem para diminuir o impacto desses deslocamentos sobre o meio ambiente.

Alcançar o sonho das cidades inteligentes é um projeto que depende de vários atores. Somente trabalhando juntos, a iniciativa privada e os órgãos públicos conseguirão implementar projetos de real impacto na vida dos cidadãos, garantindo um futuro mais sustentável e saudável.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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