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Stock series pede passagem

De light não tem mais nada: a categoria de acesso criou músculos

3 minutos, 5 segundos de leitura

02/03/2022

Por: Alan Magalhães

corrida da stock car
Como Copa Vicar em 2008, Stock Car Light rivalizava com a Stock Pro. Foto: Luca Bassani

Ela já teve vários nomes: Stock Car B, por duas vezes foi Light, Copa Vicar, entre outros, mas uma coisa não mudou: a vocação de revelar novos talentos para a mais importante categoria do automobilismo brasileiro.

Várias categorias topo de gama, espalhadas pelo mundo, adotaram o mesmo expediente em desenvolver uma série suporte, de acesso, para acomodar jovens pilotos, que garantem a renovação da “mão de obra” que desfila pelos autódromos.

É o caso da DTM alemã, que criou a DTM Trophy para os jovens talentos, a Super GT japonês, dividida entre GT 500 e GT 300, e, talvez, o mais emblemático caso de categoria suporte, que cresceu quase tanto quanto a série principal, a Nascar, com a classe Cup Series, mais importante, e a Xfinity, algo como uma segunda divisão, na qual os astros da Cup comumente dão as caras e o ambiente de profissionalismo se compara ao da irmão mais importante.

No Brasil, a Corrida de Duplas, disputada no último dia 13, em Interlagos, deixou clara a importância da Stock Series, categoria de acesso da Stock Car Pro: ela continua sendo a principal desenvolvedora de novos talentos. Não por coincidência, a dupla vencedora, formada pelo paranaense Gabriel Casagrande e o gaúcho Gabriel Robe, teve suas habilidades forjadas na Stock Series. Mais do que isso, 45,5% do atual grid da Stock Car Pro estagiou na categoria de acesso.

Nada menos do que os cinco últimos campeões da Stock Light, que agora passa a se chamar Stock Series, estiveram no grid, sendo dois como titulares e três na condição de convidados. Além do vencedor, Gabriel Robe (campeão da Series em 2017), também se alinharam no grid, Felipe Baptista (campeão de 2021 e novo piloto titular da categoria), Guilherme Salas (campeão em 2014 e 2019 e também titular da Stock Pro), Rafael Reis (campeão de 2018 e parceiro de Salas) e Pietro Rimbano (campeão em 2020).

Nesse aspecto, a competitiva e estrelada Stock Car Pro, que conta com vários ex-pilotos de F1 e astros internacionais, vive um momento no qual o criador vai sendo confrontado pela criatura. Lançada, em 1993, como estágio para formação de novos talentos, a então Stock Car B foi responsável pelo desenvolvimento dos pilotos que conquistaram 13 dos 18 últimos títulos da categoria principal.

Teve até picape na pista

Foram sete anos (de 1993 a 1999) como Stock Car B, utilizando o modelo Omega 4.1, que, a partir de 2000, passou a se chamar Stock Car Light até 2007. O título mudaria, novamente, em 2008, para Copa Vicar. A novidade eram as picapes modelo S-10, da GM, e L200, da Mitsubishi, nas pistas, precedendo a uma grande novidade, que estrearia, em 2010, a Copa Montana, monomarca.

A novidade, inspirada na Nascar Truck Series americana, disputada com picapes, tinha como principal objetivo atrair a atenção do mercado de utilitários, muito aquecido à época, no Brasil, e se colocar como terceira opção de entrada.

Sem o resultado almejado, a empreitada duraria apenas dois anos, dando lugar ao Brasileiro de Turismo, que se definiu como única categoria de acesso entre 2013 e 2017. Em 2018, voltaria a nomenclatura Stock Car Light, que durou até o ano passado. Em 2022, estreia a Stock Series, com novo carro, o Chevrolet Cruze, novo pacote técnico, novos pneus e a promessa de manter a característica de formar pilotos para a Pro, que tão bem vem desempenhando esse papel de revelar novos pilotos nesses 29 anos de existência.

A Stock Series abrirá sua temporada, nos dias 19 e 20 de março, em Goiânia, em um evento conjunto com a segunda etapa da Stock Car Pro.

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